Mais um pouco sobre Shitake!


Shiitake - Xitaque
Lentinus edodes (Berck) Sing. Basidiomicete

Nomes vulgares: Cogumelo-japonês, lentinus, mykofarina, shii-ta-ké e shitake.

Habitat e distribuição: Cogumelo originário da China, Japão e Coreia, que vegeta sobre árvores em decomposição, principalmente, do género Quercus e Carpinus. Hoje muito cultivado no Japão na Colômbia e nos Estados Unidos em toros de madeira.

Partes utilizadas: Micélios secos.

Constituintes: Aminoácidos livres (25 a 35%) e combinados sob a forma de proteínas, polissacáridos, dos quais o mais importante é um glucano (lentinan), vitaminas do complexo B, sais minerais, ácidos gordos livres e combinados, esteróides (ergosterol, sitosterol). O lentinan é um potente incrementador do sistema imunológico, é usado no Japão contra os efeitos adversos da quimioterapia do cancro e pesquisadores da Hungria descobriram que ele pode desencorajar a expansão das células de cancro do pulmão. Eritadenine, outro composto encontrado no Shiitaké, reduz o colesterol do sangue.

Propriedades Terapêuticas: As propriedades medicinais do Shiitake são conhecidas há muito tempo. Pela milenar medicina oriental é conhecido como "elixir da vida" pelas suas qualidades no combate a inúmeras doenças, e um importante factor de longevidade. É considerado também um importante afrodisíaco. É um alimento rico em proteínas, possuindo de 10% a 29% do seu peso seco; aminoácidos essenciais; contém as vitaminas E, B, C e D; e os sais minerais cálcio, fósforo, ferro, potássio. Além de conter fibras dietéticas que auxiliam na digestão, contém baixo níveis de açúcar e gorduras

Farmacologia e Actividade Biológica: Reduz os lípidos no organismo nomeadamente o colesterol. Atribui-se aos polissacáridos propriedades
imunoestimulantes, com aumento da actividade linfocitária e dos macrófagos, e da produção de interferão, pelo que tem actividade antiviral, antifúngica e antitumoral. Acção adaptogénica. Inibe a agregação plaquetária e tem acção protectora vascular.

Usos Etnomédicos e Médicos: Como hepatoprotector e adaptogénico. Protector da mucosa gástrica no caso de lesões ulcerosas. Na medicina oriental tradicional, o Shiitaké tem sido usado para aumentar a vitalidade, melhorar a circulação e tratar a constipações.

Principais indicações: Como revigorante, antiasténico imunoestimulante e regulador do colesterol sérico.

Contra indicações: Não são conhecidas.

Efeitos Secundários e Toxicidade: Não são conhecidos.

Observações: Existem duas variedades, a “koshin” “Donko”, caracterizando-se esta última por ter mais polpa e maior concentração em constituintes activos.

História: Traços de cogumelos foram encontrados em materiais da idade da pedra. Para os egípcios, os cogumelos representavam a imortalidade. Os gregos atribuíam poderes mágicos aos cogumelos e os romanos viam-nos com "o alimento dos deuses". Hoje, são conhecidos mais de 10.000 espécies de cogumelos, mas o primeiro a ser cultivado foi provavelmente o Shiitake. Ele já era cultivado no Japão há mais de 2000 anos. Além de ser utilizado como alimento, o Shiitake já era usado na Ásia para melhorar o sistema circulatório e tratar constipações. Desde o século 14 o Shiitake tem sido utilizado para activar o Qi, energia da vida.

Pesquisas Médicas: O seu uso tem aumentado, é usado tanto no oriente quanto no ocidente para tratar inflamações provenientes de bronquites, dores de estômago, dores de cabeça, constipações, desmaios, e envenenamento por cogumelos. Na China, terapeutas prescrevem o Shiitake para o tratamento de diabetes, pressão alta e alergias. Mais de 30 anos de pesquisas sugerem que o Shiitake tem uma actividade antiviral e fungicida, e também pode ajudar o corpo a lutar contra problemas cardíacos. Estudos que ainda estão em andamento investigam os efeitos do Shiitake no tratamento de úlceras, hepatites, reumatismo e colesterol. Resultados apresentados desses estudos, sugerem um grande potencial no combate ao vírus HIV e tumores cancerígenos.

Shiitake e o Cancro: Em 1969, um componente foi isolado pela primeira vez por Keneth Cochran, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A ele foi dado o nome de lentinan, e estudos demonstraram que o lentinan estimula as células de defesa a se livrarem das células tumorais, e também aumenta os efeitos da quimioterapia. No Japão, o lentinan é usado para prolongar a vida de pacientes com cancro no estômago. Para aqueles que não sofrem de doenças sérias e não necessitam de uma visita ao médico, os terapeutas indicam 5 gramas de Shiitake por dia como medida de prevenção.

Shiitake e a SIDA: Em estudos japoneses, o extracto do Shiitake, LEM (lentinus edodes mycelium) foi mais letal às células infectadas pelo HIV que o próprio AZT. O extracto bloqueou o HIV, assim como o herpes 1 e 2, de se reproduzirem e de destruírem células que são importantes para nosso sistema imunológico. Além do mais, ligninis, um tipo de composto químico encontrado em muitos extractos de plantas, incluindo o Shiitaké, mostraram-se muito úteis para a melhoria do sistema imunológico pelo aumento do número de células formadas pela medula óssea.

Shitake e a Nutrição: Nutricionalmente falando, o Shiitake é uma excelente fonte de vitamina B, e também contém proteínas, enzimas e hidratos de carbono complexos. Embora 90% do peso do Shiitake é correspondente à água, o Shiitake é nutricionalmente superior à cenoura, milho, batatas e tomates devido à quantidade e qualidade de proteínas contidas nele. 


Uso culinário: É um cogumelo comestível que apresenta as propriedades terapêuticas dum cogumelo medicinal. Destacado dos outros cogumelos devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias, que fortalecem o sistema imunológico. Com sabor característico e muito usado na culinária chinesa e japonesa, o Shiitake pode ser consumido de diversas formas. Risotos, saladas, pizzas, diversos tipos de molhos, sautés, sopas grelhados, strogonof são algumas das possibilidades de preparo com o cogumelo. Ele pode ser preparado inteiro ou somente com a parte de cima, por ser mais difícil de cozinhar, os talos podem ser usados em patês. A iguaria apresenta-se in natura (fresco) ou desidratado. O desidratado de sabor mais acentuado é usado em molhos, o fresco rende mais.

Onde encontrá-lo: O Shiitake, que pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, mercados orientais e alguns supermercados, pode ser cozido fresco ou reconstituído de cogumelos secos. O Shiitake também pode ser encontrado em extracto, cápsulas e pós.

O livro Terapia Dietética Chinesa descreve a função desse tipo de cogumelo no combate à tosse, sangramentos, problemas de pulmão, estômago e fígado

Não é novidade que a alimentação é uma das fontes de uma vida saudável,sendo inclusive uma aliada no tratamento de enfermidades. Porém, ao contrário dos ocidentais, que analisam os benefícios dos alimentos no microscópio, os chineses aprenderam a observar de que forma as plantas e animais que um dia vão estar no nosso estômago se desenvolvem e interagem com o ambiente e, dessa forma, determinar quais as influências que terão no homem.

O interessante é perceber que muitas das descobertas atuais dos cientistas coincidem com o que os chineses já sabiam há muito tempo. O livro Terapia Dietética Chinesa, do médico Mauro Perini, especialista em medicina tradicional chinesa e fundador do Spa Clínica Yan Sou, em Bragança Paulista - SP, traz diversos exemplos de que forma essa visão milenar dos orientais influi na nossa saúde. A obra baseia-se nos mesmos princípios usados, por exemplo, na acupuntura, prática reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira.

Como na acupuntura, a alimentação baseada nos princípios da tradicional medicina chinesa considera o homem como o conjunto entre matéria (que podemos tocar) e energia (que dá vida à matéria). Essa energia é sempre bipolar, sendo negativa ou positiva ou, para os chineses antigos, Yang e Yin. A saúde depende do equilíbrio entre esses dois elementos, que podem sofrer influência do estilo de vida, ambiente e da alimentação. Por exemplo,se a pessoa está razoavelmente equilibrada e se expõe ao frio, pode gerar um desequilíbrio pelo excesso de Yin, o que corresponde ao famoso resfriado.Isso pode ser equilibrado com alimentos que aumentem o Yang, como a cebola.

O tradicional cogumelo da cozinha oriental, o shitake, traz um bom exemplo de que forma os chineses antigos elaboraram os conceitos de sua medicina tradicional. Sabe-se que o cogumelo pode crescer em ambientes úmidos e frios. Não por acaso, esse alimento umedece os pulmões, sendo ótimo para tosse seca, e um aliado ao controle de desequilíbrios pela deficiência de Yin, como as doenças febris (que corresponde ao excesso de Yan), sangramentos, além de fortalecer o pulmão, estômago e figado.

Para a tosse seca, com pouca salivação, recomenda-se guisar o shitake com açúcar mascavo até que o açúcar derreta, e comer com arroz. Para garganta ou boca seca, a dica é preparar o alimento com espinafre ou cenoura, o que também ajuda a tratar a constipação. Por outro lado, o shitake não e apropriado para pessoas com diarréia. A ingestão de shitake também é indicada para combater vômitos e fezes com sangue, hemorragia das hemorroídas e sangramento uterino excessivo.

Em termos nutricionais, shitake é uma excelente fonte de vitamina B e de proteínas, enzimas e carboidratos complexos. Embora 90% de seu peso seja correspondente à água, a qualidade de proteínas nesse tipo de cogumelo é superior à cenoura, milho, batatas e tomates.

1 - Cogumelos Orientais usados como remédio

http://luzcardoso.blogspot.com/2008/07/cogumelos-orientais-usados-com...
o_18.html

2 - fonte: O Livro Terapia Dietética Chinesa

http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=7888&cod_canal=1
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