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Substituição de Alimentos Crus por Cozidos

Achei esse artigo muito interessante, vem a acrescentar ainda mais nos
demais artigos que postei a respeito disso.

Namastê,
Terry

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Substituição de Alimentos Crus por Cozidos

Experiências Significativas

O efeito da substituição de alimentos crus ou frescos por alimentos cozidos
foi muito discutido e levou a grandes grandes divergências e a normas de
nutrição bastante extremadas e estritas. Especialmente, causaram notável
impressão os ensaios sobre comida cozida de McCarrison e de 0. Stiner, dando
lugar a numerosas comprovações.
MacCarrinson alimentou macacos com a sua comida habitual, mas cozida numa
panela a vapor.

A conseqüência foi uma redução na atividade das glândulas de secreção
interna, o aparecimento de úlcera do estômago ou intestino, a inflamação do
intestino grosso e, finalmente, a caquexia e a morte.

0. Stiner (do Ministério da Saúde da Suíça) alimentou coelhos nas mesmas
condições que o anterior. A conseqüência foi que os animais adoeceram de
cárie, inflamação das glândulas salivares, bócio, anemia, escorbuto e alguns
deles de câncer do pulmão. Se a estes alimentos cozidos se acrescentassem,
para cada animal, dez centímetros cúbicos de leite pasteurizado, também
adoeciam de artrite deformante. Estas e muitas outras experiências parece
que vêm demonstrar o efeito tão prejudicial da arte culinária sobre a saúde.
Não faltaram, portanto, as reações extremistas que exigiam só alimentos
crus.

Efeitos do Oxigênio no Interior do Intestino

Os fermentos que os alimentos vegetais consumidos ao vivo contêm são
conservados praticamente no intestino e desempenham serviços especiais no
processo digestivo. Assim, por exemplo, os chamados fermentos oxidantes
fixam o oxigênio do ar que é tomado continuamente com a comida, e depois não
pode permanecer como tal no interior do intestino. As bactérias intestinais
realizam na ausência do oxigênio o metabolismo com 1/25 das calorias de que
necessitariam sob os efeitos de maior oxigenação. Depois de prolongadas
investigações, o Prof.

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Kolath chegou à conclusão de que com um regime alimentar em que predomina a
carne e sob os efeitos do oxigênio sumamente abundante, ainda no reto, as
matérias corantes biliares dão aos excrementos o seu corrente colorido
pardo, ao passo que, quando o oxigênio falta no intestino, devido à
alimentação vegetal crua, a deposição apresenta uma cor amarelada clara.
Disto se pode concluir o efeito deste fenômeno no homem, e embora não se
tenha investigado, pode afirmar-se como certo que «uma atmosfera no interior
dos intestinos sem conter oxigênio permite uma considerável redução na
quantidade de alimentos sem que, por isso, o homem fique mal alimentado».
Por isso, um regime rico em alimentos vegetais crus constitui um sistema de
nutrição conservador e tônico, pelo menos no que diz respeito ao intestino.

Por outro lado, é logicamente forçoso que um regime de carne cozida e, por
conseqüência, com um interior intestinal rico em oxigênio, no qual as
bactérias intestinais utilizam 25 vezes mais as energias para as suas
próprias necessidades, se produza o contra-senso de que o homem alimente
antes as suas bactérias intestinais do que se alimente a si mesmo.

As Bactérias Intestinais

Mas além deste assombroso esbanjamento, torna-se claramente evidente o
prejuízo causado, quando se pensa que não é de modo algum Indiferente que as
bactérias intestinais efetuem o metabolismo com oxigênio (aerobiose) ou sem
ele (anaerobiose).

Tanto os produtos originados na digestão dos alimentos como os procedentes
do metabolismo bacteriano são completamente distintos, conforme o interior
do intestino tenha falta ou abundância de oxigênio, dependendo além disso de
que se trate de bactérias intestinais normais (colibactérias) ou anormais e
degeneradas (paracoli e outras). Atualmente sabe-se, depois de muitas
experiências realizadas neste sentido, que desde há muito tempo o homem,
devido a sua alimentação habitual, apresenta no seu intestino uma abundância
anormal de bactérias, o que leva à conclusão de que a sua alimentação é
forçosamente defeituosa. A introdução de bactérias intestinais normais vivas
é um tratamento utilizado desde há muito tempo na medicina prática, porque
se verificaram com ele curas de reumatismo, de eczemas e de anemias.

Como um metabolismo intestinal de desenvolvimento defeituoso se converte
numa causa de intoxicação (e hoje considera-se freqüentemente em medicina
que o intestino grosso pode originar uma infecção focal), só por isso é
evidente até que ponto tudo depende de uma alimentação realmente sã. Sabemos
hoje, inclusive, que uma alimentação conveniente ou determinado regime
carecem de efeitos, se o papel que corresponde às bactérias intestinais não
se desenvolver com normalidade.

Formação de Vitaminas por Bactérias do Intestino

E muito notável a este respeito o fato de as bactérias intestinais formarem
a vitamina K, imprescindível para o processo de coagulação do sangue e que
quando estão degeneradas não se encontram em condições de efetuar essa
síntese. Se faltar na nutrição a vitamina K, que se obtém com verduras
frescas, como espinafre, repolho, couve-flor e tomate, não conseguem as
bactérias compensar, durante algum tempo, esta insuficiência, ao passo que
com tais bactérias degeneradas se apresenta uma falta de vitamina K no
fígado, e por isso um atraso na coagulação do sangue ou, inclusive, uma
hemofilia.

Sabe-se, além disso, pelas experiências de Kolath e Stahl, que a vitamina K
dificulta o desenvolvimento de determinados microrganismos na corrente
sanguínea, que já o Prof. Von B Brehmer descreveu, há vinte anos, e
considerou germes cancerosos (Sipho- polymorpha).

A vitamina B12 apresenta-se, também, como produto do metabolismo das
bactérias intestinais. Depois da absorção pela parede intestinal é
introduzida no fígado para desempenhar o papel de um elemento de maturação
das céluIas sangüíneas. É, só tia presença deste elemento ativo que se
efetuam, por exemplo, os processos mais importantes de produção de
proteínas, sobretudo a transformação de moléculas protéicas de pouco valor
noutras de grande riqueza, necessárias para a formação do núcleo celular.
Para isto são necessárias as já classicamente conhecidas lecitinas,
combinações complexas de glicerina e de ácido fosfórico, que normalmente se
recebem com os alimentos, mas que pela cocção sofrem uma grande redução na
sua eficácia biológica. Além da função da vitamina B 12 na síntese das
moléculas protéicas do núcleo celular, ainda intervém contra a formação
excessiva de histamina. A histamina é uma substância que se origina
abundantemente no metabolismo e que provoca reações de hipersensibilidade do
tipo do catarro do feno, asma bronquial, eczemas e outras manifestações.
Finalmente, sabemos hoje que quatro por cento do cobalto contido na vitamina
B12 produz efeitos antituberculosos, cujo significado não sabemos apreciar
ainda devidamente. Só podemos pensar nas enormes conseqüências que
claramente implicam.

Auto-Intoxicações

A possibilidade de vida nas bactérias intestinais depende de uma sã
alimentação. Como pequenos depósitos, permitem elas cobrir as insuficiências
que ocorram na produção das substâncias mais importantes do metabolismo
químico, durante um grande lapso de tempo. Mas, por fim, também chegam a
adoecer pelo aparecimento de deficiências, dando então lugar exclusivamente
a produtos metabólicos tóxicos e de efeito prejudicial, que depois são
absorvidos através do intestino e levados para a corrente sangüínea e para o
fígado, ativando todo o mecanismo defensivo. Este efetua a desintoxicação e
destruição destas substâncias durante um certo tempo até ficar
hipersensibilizado; ou então entorpece-se, enferma, ou finalmente se
deforma, se não receber ajuda no seu devido tempo, mediante matérias normais
e compensadoras, como sejam alimentos sãos ou medicamentos.

Ordem de Utilização dos Alimentos Crus

Não só é necessário saber que devemos utilizar alimentos frescos, como
também quando temos de o fazer, isto é, em que proporção temos de consumir
alimentos crus e cozidos. Deduz-se isto de numerosas experiências sobre
produtos olorosos e aromáticos, realizadas pelo Prof. Kolath.

Quando se prepara uma refeição vulgar composta por um prato de sopa ou
caldo, carne, batatas cozidas e legumes, ou também um desjejum constituído
por uma xícara de café ou de chocolate, pão com manteiga e marmelada,
aumenta o número de leucócitos no sangue, passando num prazo de dez minutos,
dos 6000-8000 normais por milímetro cúbico para 10000, e num prazo de 30
minutos para 30000, voltando no fim de 90 minutos ao normal. Este fenômeno é
conhecido desde há quase um século (Virchow) e qualifica-se como leucocitose
prandial (significando leucocitose o aumento de glóbulos brancos). Tal
aumento de glóbulos brancos no sangue produz-se também em todas as
irritações inflamatórias, especialmente nas enfermidades infecciosas,
considerando-se em tal caso como uma reação defensiva do corpo. Nada
significa em contrário, o conceber a citada leucocitose como medida
defensiva do corpo contra algo de estranho, isto é, como momentânea reação
inflamatória (Roessle). Com isto coincide, evidentemente, uma comprovação de
Kuschakoff, que mostra que a ingestão de alimentos crus, sem cocção, de
vegetais, não leva a um aumento dos glóbulos brancos no sangue, isto é, não
se apresenta a reação inflamatória antigamente considerada normal. Esta
reação não se produz, quando a comida cozida se segue à crua. Kuschakoff
também comprovou que uns dez por cento, pelo menos, dos alimentos devem ser
consumidos crus e antes dos cozidos, se se quiser evitar esta reação
inflamatória

Origem da Leucocitose Defensiva

Estas observações são hoje tão evidentes que a alimentação natural, viva e
não consumida pela cocção, não é considerada estranha nem repulsiva, ao
passo que os alimentos cozidos supõem um regime insuficiente para provocar
uma reação defensiva do organismo.

A causa desta reação defensiva encontra-se, segundo o Prof. Kollath, na
falta de fermentos e de substâncias aromáticas da comida cozida. Indica-se,
assim, pela vez primeira, o importante significado das substâncias
aromáticas naturais. Estas substâncias sumamente sensíveis ao calor são
recebidas nas mucosas bucal ou faríngica e atuam através do sistema nervoso
de modo inconsciente, provocando também a reação dos glóbulos brancos.

Substituição de Alimentos duros por Brandos

Necessidade de Mastigação A idéia de oferecer ao corpo uma alimentação mais
preparada possível para lhe evitar esforços e melhor aproveitá-la, levou a
uma diminuição dos alimentos duros, substituindo-os pelos brandos e, deste
modo, ao abandono da mastigação Precisamente, porém, esta atividade mecânica
do sistema de mandíbulas e de dentadura não só é necessária para a
conservação de tais órgãos, como o é também para a boa função de todo o
processo digestivo. A boa mastigação de alimentos duros (pão integral,
frutas, nozes, etc.) constitui, em primeiro lugar, uma massagem ideal das
gengivas, criando a disposição para a conservação da capacidade de
resistência e da elasticidade dos tecidos gengivais, evitando a piorréia ou
periondontose. E, inclusive, os próprios dentes só constituirão uma
dentadura sã e útil, quando houver nina incitação natural, para o seu
desenvolvimento, que consiste em mastigar e morder. Se não dermos aos dentes
dos adultos o trabalho apropriado, produz-se a sua queda prematura e a sua
cárie. Os dentes têm necessidade de mastigar, de preferência a, alimentos
frescos, naturais e VI vos, isto é, beterrabas, cenouras, rabanetes, frutas,
nozes e, finalmente, pão seco e duro no autêntico significado da expressão.

Infelizmente, é raro ver nas crianças e nos adultos uma dentadura sã e bem
formada. Por isso, temos de formular a exigência urgente de mastigar mais.

Fonte: http://www.jesusvoltara.com.br/saude2/01_substituicao_alimentos.htm
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