Pedras famosas e preferidas

As pedras preciosas sempre foram altamente valorizadas e apreciadas pela sua beleza e raridade. Durante milhares de anos, elas têm sido usadas como amuletos e talismãs, bem como para ornamentar quase todas as partes do corpo humano.

As peças de joalheria mais antigas de que se tem conhecimento são provavelmente aquelas que foram encontradas no túmulo da rainha Pu-Abis, em Ur, na Suméria, datando do terceiro milênio a.C. O corpo da rainha estava coberto por um manto feito de ouro guarnecido com filetes de lazulita, cornalina, ágata e calcedônia. O costume de se enterrar os mortos juntamente com pedras preciosas, para facilitar a sua passagem para o além, também deu origem ao uso de talismãs para protegê-los dos espíritos maus. Os egípcios consideravam que uma imagem em forma de olho, feita de lazulita— pedra que representava no caso a verdade e a clareza mental - um amuleto de grande poder. Muitas vezes um escaravelho alado também era colocado na tumba. O escaravelho — um bosteiro esculpido — era o símbolo do deus-sol: o bosteiro vivia debaixo da terra e levantava vôo ao meio-dia, tomando-se assim um símbolo da reencarnação.

Os escaravelhos eram utilizados como um selo e usados como talismãs. Eles simbolizavam a imortalidade, o renascimento, a regeneração, a fusão dos cérebros esquerdo e direito e a iniciação a um nível superior de consciência. As plantas de muitos templos seguiam o traçado do escaravelho e, assim como as mandalas da Índia e do Tibete, representavam uma maneira pela qual o homem poderia alcançar a iluminação. Os amuletos de escaravelho freqüentemente eram feitos de ametistas. Os egípcios acreditavam que uma pedra preciosa, a esmeralda verde, trazia fama e fortuna e que, se fosse sugada, conferia o dom da profecia. No caso de infidelidade conjugal, no entanto, ela se quebrava.

Na Grécia, os talismãs esculpidos cobriam uma grande variedade de temas. Nos séculos IV e V, representações da beleza corporal e de mulheres tomando banho eram muito admiradas. Na metade do século V o escaravelho — com o mesmo significado simbólico que tivera no antigo Egito — tomou-se popular. Nos séculos VI e VII as peças de joalheria geralmente apresentavam divindades e figuras mitológicas. O nó de Hércules era considerado um nó mágico e, nas jóias, assumia o significado de um amuleto. Acreditava-se que, usando a sua imagem, a pessoa poderia atrair para si o poder dos deuses.

Em Roma, os escaravelhos foram comuns até o terceiro século. Posteriormente, as coleções de pedras preciosas transformaram-se numa mania. Júlio César era um ávido colecionador que, segundo consta, doou seis coleções diferentes ao templo de Vênus Genetrix, pedras mais comumente encontradas nessas coleções eram a granada, a cornalina, a ametista, o topázio e a olivina. Era crença que o jaspe vermelho e a cornalina tinham propriedades mágicas. Acreditava-se que o ato de beber um copo de água onde ficara mergulhada uma ametista constituía uma proteção contra a embriaguez;

Na Idade Média, acreditava-se que um anel de rubi protegia seu proprietário contra a sedução ao mesmo tempo que trazia riqueza, terras e títulos para a sua vida –mas apenas se fosse usado na mão esquerda. Os maoris consideravam o jade verde tiki uma pedra da sorte. O tiki, era originalmente chamado de “tiki” significando ornamento esculpido para o pescoço. Ele era transmitido de um proprietário para outro por ocasião da morte e acreditava-se que continha e compartilhava a sabedoria dos ancestrais.

Parte da boa ou má sorte parece estar associada com o brilho da pedra preciosa. Quando o brilho de alguma pedra diminui, acredita-se geralmente que seja um mau presságio, indicando a ocorrência de doença ou de morte. O bispo Constantia disse que as pedras das vestimentas do sumo sacerdote “assumiam uma coloração escurecida ou ficavam cor de sangue” se a pessoa tivesse pecado. Se as pedras brilhavam como “a neve batida pelo vento”, isto era motivo de celebração. Outro escritor fala que a armadura peitoral do sumo sacerdote estava sendo usada para avaliar a culpa ou a inocência em casos de roubo. Se a pessoa sob suspeita fosse inocente, as pedras brilhavam; se fosse culpada, ficavam foscas.

A crença em determinadas qualidades para diferentes pedras e cores parece coincidir na maioria das culturas, embora ocasionalmente haja uma total contradição. Em algumas culturas, por exemplo, o ônix é uma pedra de equilíbrio, que faz a pessoa “pôr os pés no chão” e lhe dá uma estabilidade. Todavia, o nome árabe do ônix – el jaza - significa tristeza. Nos países árabes pensava-se que as faixas contrastantes pretas e brancas significavam separação e discórdia — conquanto fossem benéficas para senhoras na iminência de dar à luz!

Outro caso contado pela autora:

A outra pedra era uma água marinha que comprei de um homem que parecia muito ser um mágico. A pedra comportou-se como se tivesse sido programada para produzir um som agudo a intervalos regulares, um pedido para que eu chamasse esse homem. Ela comportava-se como se fosse um telefone paranormal e, cada vez que “tocava”, trazia para dentro da sala um poder extremamente manipulativo. Depois que purifiquei a água-marinha ela se tomou leve, brilhante e produziu um pequeno arco-íris. Eu a purifiquei com água, sopro, visualização e amor.

Outro de meus objetos favoritos é um pequeno coração de mármore Originalmente, ele tinha dentro de si um coração branco perfeita mente formado, no mesmo padrão do mármore. Durante uma visita ao Sri Lanka sofri um tipo de ataque psíquico e o coração branco que havia dentro do mármore verde desapareceu. O mármore absorveu a negatividade dentro de si mesmo, a ponto de seu próprio coração desaparecer. Isso foi extremamente desagradável e, apesar de eu lhe ter dado o meu amor, o coração branco jamais retomou.

Vi um acidente semelhante ocorrer com uma pedra que absorveu a doença de um amigo. Mais uma vez, a pedra não somente mudou de cor como também ficou mais pesada. Falando sobre as suas jóias, uma escritora francesa disse que elas perdiam a cor quando as negligenciava. A mulher costumava usar todas as suas jóias ao mesmo tempo porque, conforme ela disse, as pedras ficavam com ciúmes umas das outras quando uma delas era deixada para trás.

As formas e símbolos das jóias também podem nos influenciar. Somos todos bombardeados pelos símbolos que estão à nossa volta. A maioria de nós não tem nenhuma consciência de seus efeitos sobre nós.

Uma amiga minha da Austrália estava se queixando por não existir nenhum homem em sua vida. Observei que todos os dias ela usava em tomo do pescoço um medalhão fechado com a forma de um coração. Sugeri que ela tirasse o objeto do pescoço, o abrisse e o colocasse sobre o criado-mudo, onde pudesse olhar para ele antes de dormir e inculcar em si mesma a impressão de que então o seu coração estava aberto.


Como escolher uma pedra preciosa ou semipreciosa

Cleópatra, uma das maiores beldades da história, tomou extremo cuidado ao selecionar a grande variedade de pedras preciosas que usava para acentuar seus encantos. Sua touca adornada com jóias foi confeccionada com pedras preciosas que, conforme se acreditava, eram responsáveis por faculdades como o magnetismo, a juventude e a vitalidade. Suas jóias foram escolhidas para garantir-lhe saúde e perfeição, tanto interiores como exteriores.

Os antigos egípcios compreendiam as forças vibratórias de determinadas pedras e a sua correlação com forças semelhantes do interior do corpo, de modo que havia um claro propósito por trás da escolha das pedras preciosas. A safira egípcia, que conhecemos como lazulita, era moída para se fazer uma sombra brilhante para os olhos; a água em que ‘ a pedra havia sido colocada de molho era usada para se lavar os olhos a fim de que ficassem mais brilhantes, tal como usamos os colírios hoje em dia. A composição química da lazulita inclui o cobre, que é um adstringente. Assim, esse era provavelmente um tratamento ocular eficaz. As pedras azuis eram associadas ao céu e a Rá, o deus Sol. , Acreditava-se que elas contribuíam para a castidade, esfriando os ardores da paixão sexual.

A malaquita foi outra pedra muito utilizada como sombra para os olhos. Acreditava-se que a sua brilhante coloração verde era boa para a visão e estimulava a capacidade da pessoa prever o futuro. Se um pedaço de malaquita se quebrava em dois, isso significava perigo.

Recentemente, uma amiga minha estava segurando um ovo de malaquita, quando ele se quebrou. Ela voltou para casa e descobriu que o seu marido — um alcoólatra supostamente regenerado — tinha tomado uma bebedeira e que o filho e a nora, pais de seu neto favorito, haviam decidido se separar.

No antigo Egito, a madrepérola era esfregada na pele para fazê-la brilhar, rubis e granadas eram usados para estimular as células, e o coral, para melhorar a circulação. Acreditava-se que as esmeraldas aguçavam as faculdades mentais e, quando mantidas sob a língua, tornavam mais rápido o raciocínio, ao passo que as ametistas eram usadas para reduzir a intoxicação e a inflamação. Além disso, acreditava-se que a água marinha era boa para diminuir os fluidos do corpo e que o topázio era bom para os rins e para a bexiga. Para os egípcios, o topázio representava, o sol e era usado como uni símbolo da vida e da fertilidade. Presumia-se que ele tinha a capacidade de eliminar os terrores noturnos, incluindo o medo da morte.

Escavações recentes feitas no Egito revelam que os diamantes eram usados para cortar pedras, já no ano 4000 a.C. — embora se acredite que as pedras que passavam por diamantes e eram usadas junto ao corpo fossem de fato cristais de quartzo. Acreditava-se que os eram o elo entre o céu e a terra e eles freqüentemente eram usados em estátuas para simbolizar o olho onisciente e onividente de Deus. As bolas de cristal eram usadas para prever o futuro. Boa parte desse quartzo parece ter vindo de minas de cristal perto de Abu Simbel. Os ocultistas acreditam que os egípcios construíram as pirâmides aplicando os princípios geométricos que regem a estrutura atômica interna do cristal.

O uso de pedras e metais preciosos para o tratamento do corpo era bem compreendido pelos egípcios, e eles aprimoraram essa arte, transformando-a numa ciência bem-desenvolvida. As cores também desempenha ram um papel vital tanto na cura do corpo como ao contribuir para o desenvolvimento de determinados poderes. Um dos métodos consistia em colocar alimentos em tigelas incrustadas com jóias de uma certa cor para que o alimento absorvesse as vibrações da cor, antes de ser ingerido.

Faço isto comigo mesma atualmente. Quando sinto que o meu corpo necessita de uma determinada vibração, uso as roupas ou como o alimento que pode proporcioná-la. Em vez de usar vasilhames incrustados de jóias, uso simplesmente as cores!

Outra mulher que compreendeu e usou o poder mágico das pedras preciosas foi a fabulosa rainha de Sabá. Negra e linda, ela era rainha da África e adorada pelo rei Salomão — que enviou emissários para terras distantes em busca de jóias para agradá-la. Ela escolheu a olivina, o ônix como suas pedras favoritas.

As pedras preciosas e o calendário

A crença de que uma determinada pedra foi dedicada a cada mês do ano parece ser muito antiga e possivelmente tinha relação com as doze pedras dos adornos peitorais dos sumos sacerdotes judeus. Os escritos de São Jerônimo e de Josephus comentam a ligação entre as doze pedras, os doze meses do ano e os doze signos do zodíaco.

Os caldeus,* que viveram na Mesopotâmia por volta de 4000 a.C., descobriram um relacionamento entre os planetas e determinadas pedras:

* Os caldeus eram famosos por estudarem as estrelas para prever o futuro.


Saturno estava associado à Safira


Júpiter ao Jacinto


Sol ao Diamante


Marte ao Rubi


Vênus à Esmeralda


Mercúrio à Ágata


Lua à Selenita

O uso de pedras associadas à data de nascimento somente se gene realizou no século XVIII. Antes dessa época, as pedras eram usadas principalmente por razões terapêuticas.

Originalmente, acreditava-se que era melhor ter uma pedra para cada mês e usá-las alternadamente. Acreditava-se que a pedra do mês gerava o máximo poder curativo e protetor nesse mês. Pensava-se também que o uso de uma pedra associada ao signo sob o qual a pessoa nasceu atraía e amplificava a influência vibratória desse planeta específico.

No século XVI, era elegante usar uma esmeralda na primavera, um rubi no verão, uma safira no outono e um diamante no inverno.

O rubi é conhecido como o rei das jóias, estimulando a expressão e a criatividade. Uma antiga lenda birmanesa fala de uma águia gigante voando sobre um vale à procura de comida. Lá embaixo, ela vê o que parece ser carne vermelha, de modo que mergulha em direção à terra para tentar pegá-la. Ela resiste a todos os seus esforços até que a ave se aproxima com reverência, reconhecendo que se trata de uma pedra sagrada que se originou a partir do fogo e do sangue da terra.

Para muitas pessoas, o outono é uma época triste. O verão acabou, as folhas estão caindo, a vida parece estar reduzindo o seu ritmo. A safira é uma pedra que traz lucidez e percepção. *Ela protege contra a depressão e nos ajuda a ir para frente em vez de olhar para trás.

O diamante também é uma pedra apropriada para o inverno. Ela é fria, rija, brilhante — como o gelo e a neve de um dia de inverno numa região fria. Trata-se de uma pedra dura, tanto literal como emocionalmente. Todavia, ela pode aguçar o intelecto enquanto a pessoa espera pela amenidade da primavera.

À medida que o uso de pedras preciosas e semipreciosas tomou-se cada vez mais popular, desenvolveu-se o costume de usar diferentes pedras para diferentes períodos do dia. As pedras recomendadas para a noite, por exemplo, eram a turquesa, o jade e o jaspe, a turmalina, a malaquita e a lazulita. As pedras para o dia eram a granada, a esmeralda, o diamante e o topázio, a ametista, o rubi e a kunzita A maioria das pedras preciosas recomendada para a noite e mais opaca, ajudando a ancorar o corpo e a reduzir o seu ritmo durante o sono, ao passo que aquelas recomendadas para o uso durante o dia cintilam com a luz para inspirar e estimular o intelecto.

Como usar sua intuição para escolher

O primeiro e mais importante método consiste em escolher instintivamente aquilo de que você gosta. A linguagem das pedras é a linguagem dos sentimentos.Que pedra você gosta de usar ou tocar? Que cor, forma ou textura desperta algum tipo de reação em você, fazendo com que queira instintivamente ficar com ela?

Lembre-se também de que uma pedra pode ter uma “energia” que é apropriada para aquilo que está ocorrendo na sua vida agora. No próximo ano, isto poderá ter mudado. Você pode sentir-se atraído por uma pedra verde hoje porque o seu sistema precisa de paz e equilíbrio. Na semana seguinte, ao contrário, você poderá se beneficiar com a energia revitalizante do vermelho.

Depois que uma pedra cumpriu o seu propósito, é importante agradecer a ela por isto. Diga-lhe: “Obrigado”. Tenha a boa vontade de emprestá-la ou passá-la para pessoa que esteja necessitando dessas qualidades específicas. Às vezes uma pedra preciosa perde a cor ou se quebra depois de terminar seu trabalho. Nessa ocasião, talvez seja mais apropriado deixá-la descansar — exibindo-a em algum lugar da casa — ou, até mesmo, devolvê-la à terra. Isto pode ser feito enterrando-a no seu jardim ou numa jardineira.

Muitas vezes eu recarrego as pedras que trabalharam demais, colocando-as durante alguns dias num agrupam cristais. Confie em sua intuição para saber o que deve fazer.

Outra maneira de escolher é ir pegando várias pedras preciosas e sentir a sua energia nas mãos.

Mantenha as mãos espalmadas um pouco acima de diversas pedras preciosas — uma de cada vez — e veja se consegue sentir uma diferença na vibração. Muitas vezes é útil primeiro sacudir as mãos. Ao fazer isso, você recarrega a corrente elétrica natural que existe dentro delas. Quanto mais você praticar, maior será a sua sensibilidade para os diferentes atributos de cada pedra. Todavia, no inicio é muito normal não sentir coisa alguma!






fonte: http://www.cristaisdecurvelo.com.br/loja/product_info.php?products_id=2966
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