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Os discípulos de Buddha

         

O Buddha Śākyamuni teve muitos discípulos ilustres. Ajñā Kauṇḍinya (pāli Aññā Koṇḍañña) foi o primeiro dos cinco ascetas a atingir o despertar. Śāriputra (pāli Sāriputta) e seu amigo Maudgalyayāna (pāli Moggallāna), ex-discípulos do asceta Sañjaya, passaram a seguir os ensinamentos de Buddha e se tornaram conhecidos como os generais do Dharma (sânscrito Dharma Senāpati). Śāriputra era o mais sábio nos ensinamentos e Maudgalyayāna era o maior nos poderes sobrenaturais. Ambos costumam ser representados ao lado do Buddha Śākyamuni.

Mahākaśyapa (pāli Mahākassapa) era o maior na práticas de austeridades. Anirudha (pāli Anurudha) era dotado do "olho divino", isto é, tinha visões sobrenaturais. Lakintaka Bhadriya tinha a voz mais sonora. Piṇḍola Bhāradvāja era o maior no rugido do leão. Pūrṇa Mantāniputra (pāli Puṇṇa Mantāniputta) era o mais hábil em expor os ensinamentos.

Cūḷapantahaka era o maior entre os criadores de imagens mentais. Mahāpanthaka era o maior na meditação da absorção da esfera imaterial. Subhūti possuía um grande entendimento da vacuidade, vivia de maneira totalmente pura e era o mais digno de receber oferendas. Entre os que permaneciam nas florestas, Revata era o maior. Entre aqueles dados às absorções meditativas, Kankhārevata era o maior. Sona era o que fazia maiores esforços. Em palavras agradáveis, Kuṭikannasona era o maior. Entre os que receberam os quatro requisitos, Sīvalī era o maior. E em devoção, Vakkalī era o maior.

Rāhula, filho único do Buddha, tinha grande habilidade com práticas esotéricas e observância de disciplinas. Entre os que se tornaram monges devido à intensa devoção, Kundavadhāna era o maior. Vangīsa era o maior entre aqueles que poderiam realizar completamente. Em prepagar lugares, Dabba era o maior. Pilidavacha era o maior entre os monges ligados aos deuses. O mais rápido a tingir a realização foi Dārucīriya Bahiya. Entre os eloqüentes, Kumāra Kāśyapa (pāli Kumāra Kassapa) era o maior. Mahākoṭṭhita era o maior em conhecimento analítico. Ānanda, primo do Buddha e seu companheiro durante 30 anos, escutou e memorizou todos os discursos dele; ele era o mais instruído, o mais esforçado e o que mais cuidou do Buddha.

Uruvilvā Kāśyapa (pāli Uruvela Kassapa) era o maior entre aqueles que possuíam grandes séqüitos. Kāludāyi era o maior dentrre aqueles que acalmavam os clãs. Sobhita era o maior na lembrança de vidas passadas. Bakkula tinha o corpo mais saldável. Upāli, responsável por raspar o cabelo dos monges antes de receberem a ordenação, era especialista nas regras monásticas. Nandaka era o maior conselheiro das monjas. Nanda era o maior entre aqueles que fecharam as portas da percepção. Entre os conselheiros dos monges, Kappina era o maior. Sāgata era o maior entre aqueles que podiam atingir as cinco absorções meditativas. Rādha era especialista em usar metáforas. Mogharāja era o maior dentre aqueles que vestiam mantos grosseiros.

A primeira monja foi Prajāpati. Khemā era a monja com mais sabedoria. Entre as monjas com mais poderes sobrenaturais, Uppalavannā era a maior. Nas regras de disciplina, Patacāra era a maior. Dhammadinnā era a maior na exposição dos ensinamentos. Em poderes meditativos, Nandā Sāvikā era a maior. Sonā era a maior no esforço. Em clarividência, Sakulā era a maior. Bhaddā Kundalakesā foi a mais rápida a atingir a realização. Bhaddā Kapilāni era a maior na lembraça de vidas passadas. Nos grandes poderes sobrenaturais, Bhaddā Kaccāna era a maior. Entre as que atingiram o poder superior, Kisāgotamī era a maior. Sigālamāta era a maior em devoção.



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