Alho é forte aliado ao equilíbrio físico

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Há muito tempo que alho me chama a atenção. Morei em diferentes continentes e vi que os povos conhecem o alho como um grande aliado do equilíbrio físico. Liguei para alguns órgãos públicos de pesquisa sediados em Brasília e perguntei sobre as propriedades curativas do alho. Não fiquei surpreso com a falta de respostas. O Ministério da Saúde no Brasil não entendeu ainda sua real missão.

O Engenheiro Agrônimo Nozomu Makishima, do Serviço de Atendimento ao Cliente do Setor de Hortaliças da Embrapa, apresentou-me um enorme relatório sobre o plantio do alho no Brasil, com detalhes preciosos e da maior importância para agricultores, no qual as cifras de produção já são impressionantes: Minas, por exemplo, produziu, em 1994, nada menos que 14099 toneladas de alho em uma área de 2294 hectares. Paraná e Santa Catarina são grandes produtores.O relatório do Dr. Makishima é rico e fala sobre clima, época do plantio, cultivares, escolha do terreno, irrigação, adubos, nutrientes, calagem, sistema de plantio, colheita, armazenamento, cura das doenças, pragas e inúmeros outros detalhes importantes para agricultores. Ninguém divulga esse trabalho, nem o próprio governo. O povo, que paga impostos e mantém o governo, é ignorado nas suas necessidades de saúde pública, barata, acessível e com raízes culturais regionais. O que mais me impressiona é que a Embrapa não desenvolve pesquisa sobre o uso medicinal das plantas e não há informações nesse sentido sobre o alho. Funcionária da Fundação Nacional de Saúde, FUNASA, não foi capaz de encontrar um pesquisador que falasse sobre este assunto e disse, por telefone, não ter “encontrado na biblioteca” pesquisa sobre o uso do alho nas comunidades indígenas. Parece que algumas fundações brasileiras só existem para constar nos catálogos telefônicos. Por que não empregar pesquisadores? Eu sequer mencionei comunidades indígenas e não entendi de onde ela tirou esse assunto para responder à minha pergunta. Alguém sabe se os índios têm plantações de alho?

Quando será que alguns órgãos que supostamente deveriam dar atenção ao público vão deixar cair a ficha? A operadora de um desses órgãos me pediu nome, telefone, CPF e identidade para depois dizer que “não trabalhamos com esse tipo de pesquisa”. Será que eles ainda não saíram da ditadura militar ou não há quem fiscalize o trabalho deles? Ao contrário da orientação brasileira, os norte-americanos sabem tudo sobre alho, que é uma hortaliça de cultivo mundial. Eles também sabem sobre uma infinidade de plantas brasileiras, disponíveis em cápsulas nas farmácias, com o rótulo “made in USA”. Por quê?

Segundo François Balmé, autor do livro Plantas Medicinais, o alho combate insônia, calos, pressão alta, reumatismos, vermes infantis. Mas este autor não fala de muitas outras plantas brasileiras como o Ipê, popularmente conhecido como antiinflamatório e isso é comum na literatura estrangeira. Eles fingem ignorar as plantas medicinais brasileiras mas os biopiratas são bem pagos e estão em todas as regiões do Brasil. Será que eles não conhecem ou porque não é do interesse dos laboratórios internacionais que o conhecimento popular se amplie? — o buraco é mais embaixo.

O Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativo dos Estados Unidos reconhece o alho como efetivo no combate a certos níveis de câncer. Já o Stanford Center for Research in Disease Prevention (Centro Stanford de Pesquisa e Prevenção de Doenças) do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (The National Institutes of Health), desenvolve pesquisa sobre os efeitos do alho no combate ao colesterol, naturalmente que com a ajuda do Governo Americano. Enfim, a Internet está cheia de artigos sobre alho, mencionando sempre os pesquisadores estrangeiros. Até quando o “Celeiro do Mundo” ficará de braços cruzados?Um dos povos que mais utiliza as propriedades curativas das plantas é o chinês. Você pode entrar em uma farmácia típica em Pequim, Hong Kong ou Taiwan e não achar uma aspirina (porque a maioria nem sabe o que é) mas há incontáveis prateleiras com todo tipo de erva medicinal. Alho é um auxiliar importante na manutenção do equilíbrio físico durante o pesado inverno chinês, onde a temperatura fica entre 5 e 15 graus abaixo de zero, por seis meses. Outro componente importante é a superpopulação. O alho evita que as pessoas adoeçam porque doenças coletivas devastariam a população chinesa.

Durante o inverno Pequim é extremamente poluída e vira um terreno fértil para gripe e doenças respiratórias. O que a população faz? Na primavera, as famílias adquirem alho fresco, descascam e colocam em compotas de vidro com mel de abelha. Quando o inverno chega, cerca de três meses depois, o alho e o mel já se integraram. Com esse processo o alho perde quase todo o cheiro e fica doce. Esta é a sobremesa preferida, gostosa, e que segura a imunidade durante os pesados seis meses de inverno. Quem não come alho fica gripado e adoece quando o frio penetra nos ossos. Há registro também do uso do alho pelos construtores das pirâmides egípcias e neste caso o alho daria força para o pesado trabalho, segundo o Dr. Andrew Weil, norte-americano. Recentemente, soldados norte-americanos foram aconselhados a usar capsulas de alho na guerra do Iraque.

Por que será que a crendice popular afro-brasileira recomenda a exposição de trança de alho contra o olho gordo e a inveja? A espiritualidade é muito sensível a cheiro, odor, sabor. Há um debate em torno de carnes vermelhas e o Mestre Ramatis chega a detalhes tão curiosos sobre isso que ninguém tem coragem de comer um bife suculento depois da leitura de um dos seus livros.É comum o cheio de rosas nos trabalhos mediúnicos como um sinal da sintonia com a espiritualidade elevada. Devido à sutileza dos seus corpos astrais, deve ser muito difícil para um espírito elevado aproximar-se de um corpo impregnado de antibióticos, maconha, carnes vermelhas, vísceras animais, feijoada, álcool etc. Ao mesmo tempo, os espíritos não-evoluídos e presos ao umbral fazem de tudo para incorporar e pedir cachaça, comida, sacrifício de animais etc. Muitos ficam nos bares e outros lugares para literalmente sugar a essência dessas “delícias” terrenas. Parece existir uma relação entre elevado com o cheio bom e atrasado com o cheio ruim, mas nada é rígido nos mundos astrais.Alho exala um forte cheiro, tem um sabor ardido e foi colocado na Terra pela engenharia espacial para trabalhar a imunidade física, cuja proteção estende-se à espiritual. A flor do alho está ligada ao raio azul. Segundo o Dr. Nozomu Makishima, alho é rico em potássio, fósfaro, sulfato de magnésio, zinco, bórax e outros. Para os chineses, é excelente antigripal e eficaz nas doenças respiratórias, o que coincide com as pesquisas de Neide Margonari.Neide Margonari, dos Florais de Saint Germain, diz: “Allium desfaz encantamentos e traz proteção aos ataques de forças psíquicas astrais e vampirismos. É um poderoso desobsessor. O floral Allium devolve a calma, o discernimento, e atua como coadjuvante nos estados de esgotamento físico e psíquico. Combate insônia, hipocondria, hipotensão, anorexia, distúrbios metabólicos, obesidade, menstruação atrasada, gripes fortes, problemas nos rins, degeneração dos vasos sanguíneos, úlceras purulentas, varizes, impinge, etc”. 

É fundamental que abramos os olhos para a junção do conhecimento de forma holística. É preciso quebrar as barreiras dos conservadores de plantão, que bloqueiam o crescimento humano e muitas vezes ignoram que somos corpo, inteligência, espírito, emoção. O corpo físico morre sem o espírito. O espírito sem um corpo não realiza os projetos terrenos.Quando será que sairemos dos postos de saúde com a lista de frutas, verduras, chás, florais, fitoterápicos e produtos homeopáticos, como é na China e na Índia? Quando será que voltaremos ao ser holístico do qual nunca deveríamos ter saído? Precisamos juntar as nossas forças para que possamos avançar no conhecimento abrangente, ilimitado, sem barreiras, para todos como se fôssemos um. A unidade multifacetada como o Sol que nos ilumina.



José Joacir dos Santos  é fitoterapeuta.

fonte: http://www.joacir.com/a-historia-de-uma-flor
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