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Acupuntura Ayurvédica



Historicamente, a marmaterapia e a acupuntura tradiconal chinesa compartilham do mesmo útero fecundo de conhecimento, nascendo como gêmeos - em essência, que tomaram caminhos distintos em seu crescimento e desenvolvimento. Por isso, a existência de uma grande conexão entre estas técnicas. Ambas surgiram na mesma época mas foram desenvolvidas de maneiras diferentes pelos estudiosos – principalmente budistas que as carregaram entra a China, a Índia, o Ceilão e a Indonésia.

Os dois sistemas [ ayurvédico e chinês] possuem afinidade de linguagem, abordagem e metodologia, com ênfase na força vital [prana para os ayurvédicos e Qi para os chineses] e nas qualidades da natureza. Na medicina chinesa, isto torna forma no Yin e Yang e nos cinco elementos da terra, água, fogo, madeira e metal. Na Ayurveda, os elementos são representados pelos doshas (Vata, Pitta e Kapha) e nos cinco elementos éter, ar, fogo, água e terra.   
Para quem estuda as medicinas orientais e aprendeu a pensar com a linguagem Ayurvédica, por exemplo, fica muito confuso quando começa a estudar o modelo da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) e vice-versa, mas quando o conhecimento se integra pode-se perceber que na realidade os dois sistemas são idênticos, apenas usam nomes diferentes. Observe estes dois esquemas de estudo dos 5 elementos, base para o desenvolvimentos de tratamentos de ambas as tradições:

A acupuntura ayurvédica é tradicionalmente citada com o nome de BhedanKarma e está contido nos métodos tradicionais de tratamento nos pontos de pressão chamados marmas, conhecimento este que pode ser encontrado no Suchi Veda escrito a 3.000 anos atrás e no Kalari Shastra, escrituras importantes para o estudo de marmas. O termo utilizado pelo Charaka, uma das principais fontes sobre a Ayurveda, utiliza o termo ‟agulhar” não apenas em tratamentos cirúrgicos mas também o descreve em tratamento de outros desequilíbrios. Na época em que estes textos foram escritos, as agulhas para a prática do BhedanKarma eram feitas de cobre, ouro, ossos e bambu, diferente das utilizadas hoje em dia.

A acupuntura ayurvédica atual não é conhecida e tão pouco desenvolvida como a Chinesa, este conhecimento está sendo aprimorado por médicos e terapeutas indianos e orientais que possuem conhecimento tanto na área da MTC quanto na Ayurveda. É importante lembrar que a ayurveda não considera o conhecimento como algo estático e a maneira de observar o mundo e suas relações com os olhos da Ciência da Vida – tradução literal de Ayur-Veda, é essencial para a constante evolução da ciência. Acredito muito nas possibilidades terapêuticas da acupuntura com visão ayurvédica, principalmente para potencializar respostas durante um tratamento ayurvédico com massagens, ervas, alimentação e prática de Yoga e Meditação, pois assim como na visão chinesa, o tratamento deve ser único e respeitar as características individuais de cada doença/desequilíbrio e são estas características que verdadeiramente contextualizam a acupuntura, sem ‟receita de bolo”como acontece na acupuntura médica.


fonte: http://saladeayurveda.blogspot.com/2010/04/acupuntura-ayurvedica.html

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