Diante das Horas



O homem pode acumular o ouro

para negociá-lo quando julgue oportuno, dispõe de meios, a fim de reter
as safras de cereais, na expectativa de preços que lhe satisfaçam as
conveniências.

Entretanto, das riquezas que a Divina
Providência lhe empresta, uma existe que ele não consegue armazenar: é o
tesouro dos dias.

Toda criatura é obrigada a gastar as próprias horas, tocando-as por algo.

Há quem as troque por trabalho e cultura,
serviço ao próximo e dever cumprido, ociosidade e queixume,
irritação e rebeldia.

Ao termo de cada existência no Plano Físico, os Administradores da Horas te perguntarão, naturalmente:

“Que fizeste do tempo que o Senhor te confiou?”.

Então, compreenderás, por fim, que o tempo é vida.

(Emmanuel)
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