Meus Amigos Animais! Mensagem de Gandhi


                                                  

                                         MEUS AMIGOS ANIMAIS


Estamos assistindo o limiar de uma era !

A Paz não existiu...

Mais adiante...quem sabe?

Esperaremos....não é quimera !


Esperemos o dia de amanhã 

Que promete obras maiores,

Pois os homens serão melhores !

Serão outros...

Não somente seus espíritos reencarnados...

Meio a meio adornados...

Outras mentes...

Mais experientes...

Na expansão da visão de igualdade...

Todos filhos do ímpar vulto da eternidade:

O Absoluto, o guardião de seus amados !


O limiar da senda percorrida

Esgarça-se em fenda profunda

Que nos faz enxergar o insondável

Reino da quietude do erro...

Deflagrado em ....lamentável

Fruto do vício do medo

De ser bom, sem conceber

Que, do mal exalam, o inaceitável

Odor de suas chagas imundas !


E isso atormenta...é uma dor !

É um momento de medo...

É um momento de horror

É bem mesmo assustador !


Entretanto, o que fazer agora o ser humano?


Não obstante o despropósito 

De sua semeadura infecunda,

Esquece ele e parte, sem depósito

De algo que supra essa lacuna !


Restam os espinhos das sarças venenosas

Que cresceram sem cuidados...

Ao relento...em vosso mundo !

E machucam...espetados...

E sangram...sem serem lembrados

Pelas almas que somente gritam brados

De mil veias de lições tão enganosas...


A quem compete colher os espinhos?


O que fazer agora o ser humano?

Restando esses espinhos pertinazes

Pensa ele que caminha só plantando

Tantos focos de mil desumanidades,

Pelas sendas humanas, espalhando...


Para onde corre o homem agora?

Foge ele de sua história?

A quem clamar socorro ?

Se o maior médico está zangado !!

Então o homem paralisa seu frenesi... assustado,

E pergunta:- E agora?


E agora?

O que aprender assim, de última hora?

Percebam...estão sem rota !

Estão sim, confusos !

É evidente ! Ninguém tem certeza de nada !

Está todo mundo em parafuso...


Só observam e escutam, no imo do coração

Clamando em muita oração

O rumor do farfalhar

Do imprevisível “acabar” !


A angústia da impermanência

E de tudo em instantes mudar

E qualquer coisa assolar

Alivia, alguns, porém,

Como os sábios, em placidez,

Que, pautando-se na paciência...

Evitam a insensatez !


Os incautos e rudes, no entanto,

Os embriagados em todo canto

No torpor milenar do “nada”...

Nada mesmo cogitam !

Espremem-se na ganância

De serem ou terem, e se agitam

Engrossam a turba que não cala

A retórica vã da ignorância !


Muitos articulam esperanças vãs


Sonham em correr e se salvar!

Tornaram -se seus afãs...

A que agora se dedicar ?

A inexistência de certezas hipnotiza

Os seres, na estagnação das horas...

O que esperam?  O que criar ?

Se a esperança foi-se e os paralisa...? !!


A que dedicar-se o homem

Sem visão clara de o que está vindo?

Pensem ! Porque não ficam agindo?

O obsoleto e a obscuridade do momento aflige...

Suas forças em debate os consomem

E não percebem que o bem lhes faz convite !


Em que confiar ?


A hipótese do encanto do cosmo vivenciável 

Anestesia a engrenagem da vontade de crescer...

E os homens nos parecem abelhas

Sem colméia, sem rainha !

Falam só no apreciável

Por suas mentes, sem saber

Que se ocupam muito ainda

Com falácia lamentável !

E eu pergunto a quem quer ver:

Com quem agora te assemelhas?


A visão do trágico derrama

No imaginário das almas

Que vivem no ideal do ordinário

A angústia que não contemplavam

Sobre ondas gigantes que, em sonho,

Ninguém nunca imaginava

E somente se encantavam

Com promessas das crendices

De suas lendas, em mesmices !


A glória de alguns, porém,

Chega sim, embora ao resto

Da humanidade que, atesto,

Não amou, ou amou pouco,

Em brumas de fantasia

Crêem ser do Pai eleitos

E se sentem escolhidos...

Não percebem seus defeitos !

Não tem pontos merecidos !

Nem se arvoram em, tampouco,

Buscar verdades de alegria !

Temo ver sua agonia !

 
A verdade se confunde...

Dentre as torpes lendas cruas

Que não lutam pelas ruas

Amparando as almas puras !

E a dor de suas almas incute

Em nossos peitos doridos

Por vermos o bem, tão salubre

Entorpecido, bem alhures,

Mesmo em meio a tantos gemidos.

Dos irmãos, em prantos contidos!


O rumo mais atraente,

De forma incompreensível,

É a marca bem evidente

Daquele que não é sensível

À dor de seu semelhante...

Que escolhe o caminho sem volta

De crer estar seguro, e que é crível

Que tem um amparo invisível

De anjos, que estão sim, em revolta !


As sagas dos realistas exaurem

Seus sopros de alerta, inaudíveis,

Por todos os que, impassíveis,

Só crêem que é luz o que haurem !


Dentre o bem que não lembrais

Hoje anseio concitar

Nessa história toda, enfim,

Vossas almas em pensar

Onde ficam os animais ?

Como será o seu fim ?


Quem são eles nessa hora?

Em tempo, aliás, pergunto:

Quem são eles, sempre? Agora

É o momento deste  assunto.


Para onde irão ? Já pensaram?

Porque estão em meio às dores

Porque transbordam fedores

Das matanças que os fadaram ?


Raia um novo entendimento

Sobre essas companhias

Que são partes de suas almas

Para menos agonias


Terdes, e sentirdes calma...


 
Disso, porém, não sabíeis,

Por tantas vendas nos olhos

De vossa razão, com abrolhos

Que ferem sem ver e saber...

Que os próprios amigos antigos

Dos orbes que em que não mais cabíeis

Voltaram aos reinos das almas

Para eles, tão queridos,

Para ajudar no momento

Da travessia, em lamento,

Dos seus pares, em tempos idos...

Sim...Não tendes este conhecimento !


Num átimo pensa em teu cão,

Teu gato, teu ganso ou lagarto,

Observa melhor o teu bicho...

O que faz ele ao teu lado? É um capricho ?

Pensa, em que Deus teria errado ?


As órbitas estão mudadas...

Os ciclos, os prumos, os eixos...

Os homens sobre isso algo já sabem...

Mas, questionem, reflitam em seus meios

O porque sangram ovelhas em prantos

Embora o sentido que abracem

De que assim os deuses permitem,

Para os homens de  todos os cantos...

Mas, vamos...É um novo momento !

Percebem que eles sofrem, gemendo,

Para dar, como alimento,

Sua energia a seus parceiros ?

Não obstante a função

Que tiveram em muitos eitos

Das vidas humanas, nascendo

Num mundo de tantos tormentos

Rendamos a eles o bom preito

Em gratidão exemplar

Pelas vidas que tiveram que dar

Para seus pares impulsionar...


Olhem para eles, se acalmem...

Parem as lutas sem eira

Criem nova sementeira

Boa luta pra lutar !

Escutem o que o Pai quer mostrar

Aos seres que já sabem amar !


Percorrem eras ao teu lado...

Não sabes? Não imaginas ?

Vê se agora tu te atinas...

E se fossem teus filhos, de agora,

Dando adeus aos seus iguais ?

Chegou, enfim, a sua hora !


Estão cansados demais....





Vai mudar teu alimento

Ajoelha, em humildade,

A teus filhos ou amigos

Agradece, de verdade !

Pois o Pai os vai levar

Dentro em breve,

Após tormentos

De alguns anos, pra mais leves

Serem seus fardos escravos



De homens tão desumanos

Seus algozes, seus carrascos !

Mas pra luz sutilizar...

No entanto, após suas benesses

De seres em franca renúncia

O Pai este ciclo encerra...

Enfim, chegam benditos momentos

De trégua pra eles, teus manos !

Que voltam bem quase a voar

Aos seus reinos em algum lugar

Deixando outras raças vivendo

Ao lado de seus bons humanos...

Graças ! Tudo vai tudo mudar !


Frio e fome são só para vós ?

Vamos falar mais dos nós

Que algemam essa humanidade ?

Esqueçam as coisas sem preço

Que nada fazem, em verdade,


E só fogem do correto endereço

Dos que precisam de ajuda

de gente lutando por eles

Pois que gemem por demais !

Façam algo ! Vê se escuta

Tudo o que não aparece

Desprezível o que ocorre

Sem que vejas, ademais !




Ver todo esse sangue que jorra

Em rios de dores não vistas

Com perdão do Pai eu digo

Sem estar mais perto agindo

Quanta dor, Pai ! De mim mesmo esqueço !


                                                               **** Cachorros


Chega ! Nem ver isso mais eu mereço !

O ruído deles, o cheiro,



A presença deles no ar,

No mato, nos campos, no mar...

E os tantos que vivem na rua ?

Te diz algo ? Ou vives na Lua ?


Como vais para o além

Se nem sabes sobre isso ?

O amor existe? Pensa nisso !

Eu só vejo muito desdém...


Ama-os ?

Pensa !

Como é o teu olhar para eles ?

Não me compreendes ?

É um assunto inusitado ?

Desta fala tu estás cansado ?


Pois então porque pensas que sois bom ?

Sois bons?


Nunca houve maior beleza...

É um cenário de deslumbramento

Ver suas formas..

Ver suas cores...

De Deus é uma grande proeza...

É um enlevo, me dá encantamento !


Meus amigos....


Seus gorgeios, seus rumores...

Sem sabê-los, vós, os homens,

Lhes facultam só horrores...!

C onhecê-los...  Porque não?

Seus pavores...Quantas dores !



É oficina de labor,

Dentre as mágoas do teu ser

Pra tua alma que me escutas

A quem peço, vê se ajudas !




Por todas as lutas travadas

Do teu ser que ninguém vê

Vai em busca da esperança,

Alem de amparar a criança

Olha a beleza de outro ser !




Vai ver bichos a morrer !

Clama ao mundo mais crescer e

Mais um tanto ele faze
r


Por aqueles que esperam
 

Ver o sol do amor nascer !


De teu ser surjam olores

De flores novas em cores


De luz tão potente que amplie


A força desses novos valores !



Descobrir, enfim,

Talvez...

Que tu podes melhor agir

Fazendo ao homem sentir

Que pode melhor ser seu fim !


Melhor plantar a  bondade

Em marchas de claridade

Estendendo a mão amiga

A uma saga de valor !


Um tempo que chega, sorrateiro

Em meio às certezas do após...

Clama que se façam canteiros

De mais flores, em meio aos seus pós !


Num tempo em conflito dos seres

Mesmo os que amam Jesus

Travam sem bases na luz

Disputas, terrores, juízos...


Muda em carinhos teus gestos

Ora por eles em teus nichos


Aos santos que sabem dos funestos


Horrores dos antros infelizes...


Amparando as sendas tão tristes


De teus parentes, que os omissos


Servem, em pratos, os restos


Dos que morrem para cumprir teus caprichos !



Cuida deles...

Os Socorre !



Quanto desdém...É terrível !

Permanecer, morrer...

Para que tanta balbúrdia ?

Na verdade ninguém morre !

Pára a luta que conspurca !


Vê o tempo sim que corre


Com final imprevisível !



Sentido tua vida só tem

Se puderes ir além...

Vencendo um tempo sem cor

Onde grassa o desamor !


Por falta de olhar e saber

Que não fazes

Por que não sabes...

Chega a hora de eu dizer

Que a vida de teus companheiros

Existe para que possas,

Treinar a existência do Amor !


Num coração que não sabe

Qual vai ser a sua rota, por fim...

Há tempo pra reconhecer

Que são eles teus filhos do além

Caminhando ao teu lado

Em tua vida...enfim,

Enquanto tu aprendes

Tão lento, anestesiado,

Sobre o “Ser” e o “Fazer"

De quem agora quer ver !


Não só por tua alma

Mas pelos teus !

Os que vieram

Pra te dizer:

Olha por nós !

Lembra de nós !

                                     Eu peço:


Olha para os animais...

Meus amigos...


Cuidai deles,

Indo ou voltando,

De mundo após mundo, tu errando,

Experienciando ou tentando...


Lembrai deles! Desse assunto...

De todos esses que vem te amando !


Animais...

Os meus parceiros

De caminhos e canteiros

Que entre as dores

De suas vidas,

Sem favores

Sem amigos

São meus filhos !

São teus filhos !

São tão ternos mensageiros !



Cuidai deles !

Eu vos clamo !


São tão doces...

Dá teus mimos

A esses valentes e antigos

Seres que vêm nos pedindo



- Olhem por nós,

Seus amigos !


- Lutem por nós ! Dizem eles...

No silêncio de seus olhares sofridos:

- Aplaquem os vossas pendores !

Pois que somos, em tempos de luz

Quando acaba o vosso fanal,

Anjos que, como animal,

Nestes orbes em que prevalece o mal

Amparamos como outros pastores

Do aprisco do meigo Jesus

Todos vós que também tendes pavores,

Vencendo as eras de cruz !


- Em meio às nossas implacáveis dores


Suportando tantos horrores

Somos iguais, e como atores

Na Terra, esperando fulgores...

Somos todos teus amparadores

Teus parentes...teus dantes AMORES !


                                                             
               

                      


  GANDHI




Mensagem telepática em 19 de agosto de 2010, por Rosane Amantéa.




@Rosane Amantéa 2010

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