A joia

Se a mente está fechada pelas cinco chaves do ego, mesmo o mais sábio dos sábios pode ser interpretado como tolo pelos ouvidos impuros de um coração maculado.

Mas quando a mente se abre e os dejetos ruidosos caem feito folhas secas pelo tempo da depuração, então o sábio penetra o coração com bondade e o amor começa a florir em uma linda primavera.

Para que se defender tanto quando não existem inimigos maiores que as próprias ilusões? Para que se esconder tanto da essência natural de todas as coisas?

Libertar os conceitos, o medo, apego, depurando na constante prática do refinamento interno aquilo que afasta a essência do amor. Isso é liberdade sublime.

Deitado no chão a terra toca, o ar entra pelos pulmões, arrepiando a pele.
O fogo desce e sobe sutil, a água vira vapor do chá mais doce na primavera.
A fogueira feita com os galhos secos mantém a chama alta, enquanto sob o luar, toda a natureza canta em silêncio compassivo.
No rio a água desce pela cachoeira dos sete véus sublimes, enquanto o mar em seu constante vai e vem recebe com alegria as águas doces da fonte sagrada.
Aquele que observa a fogueira, o rio e o oceano, sentado sobre a terra, rodeado pelo ar, vê o sol nascer nos dez mil caminhos, tendo em seu peito a joia mais preciosa.

Paz e Luz!
Terry
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