A prática do " "


Quando se pratica ensinamentos,
não se treina o pensar.

Pensamentos não caem feito água,
flutuam feito nuvens.

Na prática do fazer,
o não fazer é essencial.

nEle existe a real natureza,
deslizando nas bordas da mente,
vazia de qualquer diferença.

Quando iniciamos uma prática de qualquer ensinamento,
seja simples ou complexo,
os movimentos da mente não são mais necessários,
desvanecem as teias vertiginosas dos pensamentos.

Ruido não é ouvido,
forma não é vista...
cheiros são fumaça branca,
toque não passa de brisa suave.

Para o verdadeiro praticante do agora,
não existe mestre ou discípulo,
ambos são parte da mente criadora,
olhando-os juntos,
não se diferencia o eco dos seus espíritos libertos...
permanece visível ao mundo,
apenas carne transitória,
enquanto seus espíritos estão livres,
da causa e efeito.

Se realmente quer praticar algo benéfico,
pratique o silêncio presente no verdadeiro ensinamento,
seja lendo ou treinando,
na presença do mestre ou discípulo,
não se apegue ao movimento...
o perfeito não existe,
assim como o imperfeito não se vê,
ambos estão fora do coração verdadeiro,
vistos pela impaciência do ego,
que arrasta a vida, por longas jornadas.

Seja simples na atitude,
ainda mais simples no pensamento.

Praticando com afinco e silêncio mental,
escuta o vazio dentro do cheio,
penetra ainda mais profundo,
e esqueça as duas energias...
não discuta a favor do positivo,
nem procure meios de defender o negativo,
ambos são falsos e impermanentes.

Deixe tua mente natural aflorar,
coluna reta,
respiração profunda,
tua cabeça toca o céu,
as nuvens desaparecem.

Teu umbigo cai pelo chão,
o peito abre,
o coração floresce em lótus.

Olhar vai longe,
não vê mais ou menos,
sai por cima,
nos dez mil caminhos,
funde-se ao infinito.

Não existe mestre,
não existe discípulo,
apenas TAO.


Namastê!
Terry
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