Aquele velho orbe...

A sim, você se lembra ainda,
daqueles tempos onde voávamos pelo orbe de cristal,
aquele lá que você ficava tão bem com sua roupa de luz.

Claro que você se lembra,
pense um pouco,
lembre-se dos cantos mantricos que entoávamos,
enquanto sentados sob a árvore de cacau,
colhendo pelo prana o mais tênue e sublime néctar divino.

A sim,
velhos e bons tempos aqueles,
que hoje podemos reviver pelas telas divinas,
velando em meditação as lembranças do passado,
mesmo sem nunca deixar de existir no Agora,
sendo este passado de outrora,
algo que na verdade não deixou de existir,
e ainda no futuro não deixará de Ser,
porque somos Tudo nesse Todo.

Lembre desses dias,
quando nos encontramos,
ou melhor, reencontramos,
e pelo simples olhar,
reconhecemos quem somos em todos os tempo e templos.

Saudades,
saudades daqueles tantos orbes que brincávamos,
como crianças de Krishna,
ou ainda discípulos de Babaji,
e claro,
amigos de Cristo e Buddha,
irmão de todos os seres,
fagulhas do mesmo amor divino que faz brilhar o sol,
que pisca com a lua,
e acelera nosso coração nesse amor celestial.

As vezes é bom sentir essa saudades,
lembrar das tantas moradas do Pai,
sentir aquele abraço apertado da Mãe,
vivendo um nos braços do outro,
como pequenas almas dançantes,
embaladas pelo cantar do beija-flor,
voando nas asas da borboleta,
escorrendo pela chuva até os rios sagrados,
desfazendo-nos no Om,
até que somente a paz,
amor e harmonia semeie o Fruto Divino,
do verdadeiro jubilo em Deus.

A querida Vida,
de sua fiz minha,
de minha fiz a sua,
reunidos e unidos em amor,
somos apenas um no Todo,
dentro e fora,
apenas Um,
Om de amor...

Que a paz reine em todos os reinos, planos, dimensões, universos, multiversos... Que o Todo esteja em Tudo, e Tudo no Todo, sendo Tudo Aquilo Que É, Eterno e imutável AMOR!

Om Om Om

Namastê,
Terry
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