As vezes eu paro

As vezes eu paro por um segundo,
o presente torna-se passado e futuro,
minha mente vaga pelo vazio em busca de outrora,
onde vivia e viverei o presente.

As vezes eu paro e vôo pelo cosmo,
abaixo meu corpo denso,
repousando nos braços da ilusão,
nadando pela luz pranica,
sentindo correr a brisa da harmonia,
onde infinitos corações pulsam no amor celestial.

As vezes eu paro e tudo para,
presente na mente sou Eu o Ser,
sem dualidade compreendo a verdade,
o azul rodeia o dourado,
o dourado rodeia o azul,
tudo sempre presente no branco intocado,
onde todos repousam no silencio.

As vezes eu paro,
e nada mais basta,
a não ser a compreensão do saber,
e vago a procura,
sem nada buscar de concreto,
apenas a mim mesmo,
em meio a tanta verdade do amor.

Sabe,
as vezes eu paro e pergunto os "porquês",
tento entender aos "porquês",
e quanto mais eu paro e pergunto,
menos basta existir o tempo para parar,
o tempo já não existe onde o entender semeia o jardim de lótus,
todos os quatro corpos desmancham sua estrutura como lagartas ao
florescer,
o universo encolhe,
o Ser expande-se no Ser,
a paz encontra-se no amor,
o amor encontra-se em Si mesmo,
tornando tudo igual,
apenas parado,
mas na verdade sem nunca ter parado de girar,
como uma roda viva,
levando vida a própria vida,
Ser ao próprio Ser,
entendimento ao próprio entender.

Se ontem existiu um porque,
agora existe outro,
e amanhã ainda outro porque,
mas quando seu corpo para,
quando sua mente para,
quando tudo deixa de ser algo,
quando a dualidade já não existe,
apenas sendo o Ser,
então você descobre,
a Ti mesmo.

Om

Namastê,
Terry


    Responder ao autor     Encaminhar  







É necessário Acessar antes de postar mensagens.
Para postar uma mensagem você precisa primeiro participar deste grupo.
Atualize seu apelido na página de configurações da inscrição antes de postar.
Você não tem a permissão necessária para postar.



t.yo...@gmail.com  
Ver perfil   Traduzir para Português (Brasil) Traduzido (ver original)
 Mais opções 22 ago 2008, 10:32
De: t.yo...@gmail.com
Data: Fri, 22 Aug 2008 06:32:42 -0700 (PDT)
Local: Sex 22 ago 2008 10:32
Assunto: As vezes eu paro
Boa Tarde!

As vezes eu paro por um segundo,
o presente torna-se passado e futuro,
minha mente vaga pelo vazio em busca de outrora,
onde vivia e viverei o presente.

As vezes eu paro e vôo pelo cosmo,
abaixo meu corpo denso,
repousando nos braços da ilusão,
nadando pela luz pranica,
sentindo correr a brisa da harmonia,
onde infinitos corações pulsam no amor celestial.

As vezes eu paro e tudo para,
presente na mente sou Eu o Ser,
sem dualidade compreendo a verdade,
o azul rodeia o dourado,
o dourado rodeia o azul,
tudo sempre presente no branco intocado,
onde todos repousam no silencio.

As vezes eu paro,
e nada mais basta,
a não ser a compreensão do saber,
e vago a procura,
sem nada buscar de concreto,
apenas a mim mesmo,
em meio a tanta verdade do amor.

Sabe,
as vezes eu paro e pergunto os "porquês",
tento entender aos "porquês",
e quanto mais eu paro e pergunto,
menos basta existir o tempo para parar,
o tempo já não existe onde o entender semeia o jardim de lótus,
todos os quatro corpos desmancham sua estrutura como lagartas ao
florescer,
o universo encolhe,
o Ser expande-se no Ser,
a paz encontra-se no amor,
o amor encontra-se em Si mesmo,
tornando tudo igual,
apenas parado,
mas na verdade sem nunca ter parado de girar,
como um roda viva,
levando vida a própria vida,
Ser ao próprio Ser,
entendimento ao próprio entender.

Se ontem existiu um porque,
agora existe outro,
e amanhã ainda outro porque,
mas quando seu corpo para,
quando sua mente para,
quando tudo deixa de ser algo,
quando a dualidade já não existe,
apenas sendo o Ser,
então você descobre,
a Ti mesmo.

Om

Namastê,
Terry

Comments