Canção em reza

Hoje eu vim aqui,
para poder falar,
que um dia eu estava lá,
mas pensei em vir pra cá.

Hoje eu vim para contar,
que de lá te via cá,
e pensei se lá de lá,
poderia vir acá.

Eu o via lá de lá,
como o mesmo que vejo acá,
e de lá eu vim acá,
só pra ajudar.

Eu tinha uma missão,
que era falar de amar,
mas se não viesse acá,
tu não ias escutá.

Então pedi pra vir cá,
pra poder te falar,
que lá é igual acá,
quando tu aprende amar,
e que se você se amar,
doce teu ser será.

Mas quando eu estava lá,
não podia comemorá,
porque sem estar acá,
tu não ia saber de lá,
e por não saber de lá,
não poderia regressar,
a casa que será,
o teu novo lar.

Pedi ao Pai e Mãe,
para poder te falar,
então Ele disse que sim,
e logo tornei a andar,
mas para poder andar,
eu tinha que trabalhar,
e pra poder trabalhar,
tinha que "encarnar".

Logo vi do lado de lá,
um pote para entrar,
era uma forma humana,
que podia realizar,
a minha vinda para cá,
lá do outro lado de lá.

Conversei contigo lá,
mesmo ocê sem recordar,
que era para eu vir cá,
para dizer um olá,
e poder cumprir de acá,
as vontades do Orixá.

Você disse que de cá,
era tudo meio em vão,
que não fazia de cá,
metade do que de lá,
e que vindo para cá,
não iria recordar,
sobre todas as vontades,
dos amados Orixás.

Então eu disse que de lá,
eu sabia que de cá,
todas as vontades de Alá,
serão guiadas para cá,
e que se você de cá,
me ajudasse a caminhar,
logo eu iria andar,
e poder nos ajudar.

Você disse tudo bem,
para eu vir para cá,
e que dois eram os potes,
para em um eu me juntar,
quando para cá viesse,
logo para trabalhar,
nas palavras do Orixá,
que só veio a nos amar.

De lá eu vibrei pra cá,
nas correntes do Orixá,
o Cristo abençoou,
e Krishna comemorou,
porque um filho de Alá,
viria logo pra cá,
para poder trabalhar,
nas vontades do Orixá.

Buddha disse que de lá,
nos guiaria por acá,
para nunca nos deixar,
perder nosso amor por lá,
porque nesse amor de lá,
a Luz iria trabalhar,
para todos despertar,
no de lá e no de cá.

Logo vibrei para cá,
no pote de Yemanjá,
nas aguas a me banhar,
no Axé de uma mãe,
assentada sob luz,
que vinha logo de lá,
eu vim logo para cá,
para nós comemorá,
que tanto de lá e cá,
o amor vem ressoar,
os cantos do Orixá,
que só vem abençoa.

Por isso eu vim acá,
para mostrar que de lá,
tua guia e tua luz,
é a mesma que de cá,
um só amor a vibrar,
no coração estrelar,
as chamas do amor divino,
que Cristo veio acender,
na fogueira do amor,
que queima sem te queimar,
porque é só de amor,
que eu cá vim falar.

Para vim acá andar,
precisei de um cocar,
feito de pessoas boas,
para eu poder entrar,
nas vestes de pele humana,
feita de terra e agua,
soprada no fogo e vento,
vim logo a me moldar,
na forma de um humano,
só para poder falar,
sobre o amor que lá de lá,
logo era o de cá,
sob nas bênçãos do Orixá.

Por isso eu agradeço,
a família que de cá,
deixou eu vir de lá,
para eu poder andar,
e também poder te falar,
sobre o amor de acolá,
que Deus Pai abençoou,
nas aguas de Yemanjá.

Agradeço a o meu pai,
que de cá me criou,
e a mãezinha que carregou,
minha luz de lá de lá,
que logo veio pra cá,
para poder nos lembrar,
que o amor sempre é,
de lá para cá e daqui pra lá.

Por isso agradeço ao pai,
e mãe que tenho acá,
agradeço a família,
que ajudou a me tratar,
dando chance para eu,
poder vir para acá,
nos trazer do lado de lá,
o Amor de Oxalá.

Vim pequeno lá de lá,
na barriga que de cá,
logo deixou eu entrar,
porque sabia que de lá,
nada vinha para cá,
sem o Amor de Orixá.

Eu vim lá do lado de lá,
como ocê que está acá,
que um dia lá de lá,
também veio trabaia,
bem do lado de cá,
um se fez a rezar,
as bênçãos do lado de lá,
que acá vem ajudar,
a tu logo recordar,
que és um Orixá.

Por isso te agradeço,
por deixar eu vir cá,
do papai e da mamãe,
vim pra Terra trabalhar.

Peço a Deus abençoar,
a cabeça que ao andar,
se mexe sem parar,
procurando o lado de lá,
sem parar para recordar,
que lá também está acá.

Agradeço a meus irmãos,
que também vieram cá,
se juntar em prece firme,
vindo do lado de lá,
sem nunca deixar Alá,
por um só segundo acá.

Na canção de Orixá,
Cristo veio abençoar,
o escrito e a prece,
que vem do lado de lá,
para que logo acá,
tu sinta o Orixá,
que no coração se firma,
quando o amor se afinca,
no peito aberto,
as verdades de Oxalá.

A canção já ressoou,
teu coração se aflorou,
porque nos versos de lá,
a verdade se fez cá,
e tua luz logo queimou,
todo escuro que de cá,
te deixou meio perdido,
sem poder caminhar.

Não tem pressa para achar,
aquilo que nunca desfez,
esse algo não se acha,
na escrita ou na vez,
só se faz no coração,
de quem se fez no acá,
o amor de Orixá.

Não tem reza nem mandinga,
maior que Oxalá,
quando no amor de cá,
Cristo vem te abençoar.

Agradeço a o meu Pai,
pelo amor de Yemanjá,
e peço a minha Mãe,
que te ensine a amar,
despertando em tua vida,
o amor de Orixá.

Vim aqui pra te falar,
que logo estará lá,
olhando para acá,
sem saber se é de lá,
e de lá logo acá,
verá que o lado de lá,
nunca deixou de ser,
uma parte de acá,
que se fez logo de lá,
pelo amor de Oxalá.

Minha veste já caiu,
e minha luz logo se fez,
quando deixei no acá,
as vontade de Alá,
que nas bênçãos do Orixá,
Cristo veio abençoar.

No corpo de terra e água,
vim acá pra caminhar,
dando as mãos para o Divino,
que em mim se fez de lá,
para que do lado de cá,
tu recorde que és luz,
o grande Amor,
do Amor de Oxalá.

Não sou filho da matéria,
nem filho da parteira,
sou a luz de Orixá,
que veio pra te falar,
que bem do lado de cá,
tu já podes recordar,
que dentro do teu peito,
mora a Luz de Oxalá.

Oxalá veio de branco,
colorir tuas lembranças,
para que na tua vida,
se desfaçam as memórias,
de que tu sofre nessa vida,
porque deixou aberta as feridas.

No amor de Orixá,
nem prego nem viga,
é luz na tua cabeça,
que cura toda ferida.

Esquece logo o passado,
e vem na minha trilha,
que veio do lá de lá,
recordar sobre a vida,
que não terminada na morte,
nem começa em uma vida,
se estende desde lá,
por tudo quanté acá.

Nem preto nem vermelho,
minha pele não tem jeito,
se fez no lado de cá,
só para poder andar,
e dizer de lá de lá,
que te vejo bem acá,
feito a luz e o amor,
que também veio trilhar,
um dia do lado de lá,
as vontades do Orixá.

Te recorde que és luz,
a mesma luz do Orixá,
que veio a te abençoar,
para acá poder amar.

Tu és feito de amor,
o amor de Oxalá,
não deixe que logo acá,
percas vontade de amar,
porque do lado de lá,
tu vieste para acá,
para também poder falar,
e poder caminhar.

Teu caminho não é longo,
nem maior que um momento,
no tempo você se fez,
mas de tempo não depende,
quando aprende a caminhar,
na frequência de Orixá.

Nem de branco nem de preto,
será feita a minha forma,
quando deixo minhas vestes,
penduradas na aurora,
que mistura tanta cor,
quanto as ruas de Aruanda,
que voa do lado de lá,
trazendo a luz de Oxalá.

Não pense que lá de lá,
tu és melhor que acá,
se bem do lado de de cá,
não amar como Alá,
que bem do lado de lá,
sabe que vindo acá,
tu também és,
a Luz de Orixá.

A hora já vai se indo,
o tempo não espera a vez,
quando chega o infinito,
na luz que nunca se desfez.

Tua hora é agora,
quando perde a timidez,
aprendo que acá,
tu também és Orixá.

Que Cristo te abençoe,
por poder estar acá,
porque vieste lá de lá,
por aqui caminhar.

Não deixe que a tristeza,
se faça em tua mente,
porque do lado de cá,
tudo és incerteza.

Tenha fé na tua luz,
que nunca jamais se queima,
és a luz do Orixá,
que veio te abençoar.

Por mais duro que pareça,
nunca deixe a certeza,
que tu és a luz de Deus,
dentro e fora da cabeça.

A vida vem junto a morte,
a morte vem junto a vida,
são dois filhos da natureza,
do tempo e da certeza,
que nunca jamais já deixou,
de ser a pura beleza,
de um Deus que jamais deixou,
de te amar com clareza.

Agradeço a ti amigo,
agradeço a ti amiga,
tu és homem ou mulher,
filho da vida e natureza.

Agradeço a família,
por poder ver a beleza,
que de lá se fez cá,
quando se tem a certeza,
que bem do lado de cá,
existe o mesmo amor de lá,
que abençoa sem parar,
a luz dos meus Orixás.

O Amor é a certeza,
de que tudo é beleza,
Ele leva as tristezas,
na fumaça da fogueira.

Tu que ontem foi mulher,
hoje és homem com certeza,
mas nunca jamais se esqueça,
que és Espírito em pureza.

Se hoje se fez filho,
amanhã será um pai,
se és filha da beleza,
será mãe da natureza,
quando aqui nessa beleza,
deixar toda a incerteza,
que nunca deixou de ser,
a Luz da Natureza.

Minha vida se fez cá,
na Luz de Oxalá,
Cristo veio abençoar,
e Buddha a me guiar.

Nem tão longe nem tão perto,
é aqui ou acolá,
para você deixar,
a solidão se encostar.

O Amor de Oxalá,
vibra aqui e acolá,
nunca deixou você,
mesmo quando a certeza,
de que tu és a natureza,
te deixou na incerteza.

Tu és Filho Dele,
isso é uma certeza,
então nunca se esqueça,
que és pura beleza.

Deixe toda a incerteza,
e vem pra natureza,
a luz brilha com certeza,
na sua própria firmeza.

Sinto cheiro de jasmim.
dos lírios da natureza,
peço a Cristo com certeza,
que abençoe tua cabeça,
e se faça em tua vida,
toda luz da beleza.

Peço a Buddha que te guie,
para que tenhas certeza,
que de cá ou de lá,
tu és a firmeza,
que com toda a certeza,
tem tudo na cabeça,
quando abre com amor,
o coração pra natureza,
que semeia desde lá,
o Amor de Oxalá.

Não se entregue as desavenças,
que se fazem na descrença,
pois muitos há acá,
que esqueceram Orixá,
se entregando a tristeza,
que é a vida sem amor,
o amor que com certeza,
só se faz na sua pureza,
que Cristo abençoa,
quando abre a cabeça,
para que na firmeza,
o Amor se estabeleça.

Deixo aqui a gratidão,
de um irmão em beleza,
um ser que com certeza,
não veio da tristeza,
porque na luz da natureza,
não existe incerteza,
que nem mim e em você,
Orixá é a pureza.

Deus é teu amor,
o Amor é teu Deus,
quando sente no peito,
a chama que se queima,
na firmeza do Amor,
na Luz da Natureza.

Percorrendo as estrelas,
caminho pela de lá para acá,
indo e vindo aonde for,
seja aqui ou acolá,
não desperto só no tempo,
me faço imortal,
porque sei que em mim,
se faz o amor de lá,
que Oxalá já cantou,
nos versos de Orixá.

Deixo aqui a minha reza,
nesse canto de amor,
e que nas linhas que se prega,
tu recorde com certeza,
que de cá ou lá de lá,
tu sempre foi a pureza,
e que chamando nosso amor,
Ele se faz na tua cabeça,
que sempre foi com certeza,
a Flor da Natureza.

Abre teu peito no agora,
para que se entre a reza,
não deixe que a tristeza,
tome conta da beleza,
eu vim do lado de lá,
para te dizer acá,
que do lado de cá,
tu és Orixá!

Abra já tua cabeça,
para que o amor se estabeleça,
em tua vinda para cá,
tu sempre foi um Orixá.

Abre logo com certeza,
tua luz para a beleza,
tu és o amor de Cristo,
e tem toda a natureza,
quando aprende logo acá,
que és filho de Oxalá.

Vem comigo além da mente,
para as terras da pureza,
onde Buddha com clareza,
se faz em toda a natureza,
lhe dizendo sobre o dharma,
que és tua cabeça,
que nunca deixou de ser,
a Luz da Natureza.

Já me vou,
sem nunca me ir,
porque estou aqui e lá,
no Axé de Oxalá,
e me faço no acá,
vindo logo de acolá,
nas ondas de Yemanja.

Trago a luz a tua cabeça,
e peço a Deus o Amor,
para que em ti estabeleça,
as bênção da natureza.

Abra bem tua mente no agora,
para que o amor se faça,
em tua corpo e tua vida,
Orixá é a beleza.

Logo Cristo se achega,
abençoando a natureza,
no teu coração que se fez,
a luz lá na tua cabeça.

Salve salve Oxalá,
salve salve Yemanjá!

Salve todos os Orixás,
que vem cá te abençoar!

Salve Cristo e Gautama,
salve Krishna, salve Om!

Salve toda a Luz de Deus,
que te ama com certeza.

Minha reza já se fez,
e te peço com clareza,
que nunca mais se esqueça,
e agradeça com certeza,
a Luz na tua cabeça.

Que teu caminho seja luz,
que a paz se estabeleça,
para que tu logo lembre,
que és Amor, com certeza!

Me despeço com amor,
deste filho que escreve,
deste corpo que sustenta,
a luz da natureza.

Deixo as bênçãos flutuar,
e luz iluminar,
com todo o meu amor,
Eu Sou Orixá!


Que a Paz e Luz se faça no coração de todos!
Terry
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