Dialogo de uma criança "interior"



Dialogo interno, para o dia das crianças, de uma criança "interior" que olha e vê o mundo, quem sabe...


Quando lá de longe em outros tempos, vi a Terra,
nem nome de Terra ela não tinha,
lá de cima observamos um grande orbe azul de luz,
repleto de infinitas possibilidades.

Todos sorriam mentalmente vislumbrando tanta beleza,
que a Mãe Divina havia a pouco, criado com sua varinha mágica,
dando de presente a seus filhos,
que esperavam ansiosos pela maravilha exuberante deste novo parque,
deste espirito jovem que manifestou-se ao poucos no corpo de Deus.

Quando Mamãe do Céu deixou tudo prontinho,
mandou uma linda guardiã para cuidar da sua obra,
e Pachamama veio feliz, em poucos éons,
comemorando seu primeiro aniversário com os povos antigos,
onde todos os amiguinhos cósmicos vieram para brincar,
trazendo animais e plantas de presente,
entoando canções que vibravam na mais profunda harmonia dos seres.

Enquanto Mamãe e Papai do Céu espiavam lá de cima,
e dentro de cada um,
junto a Pachamama todos faziam a maior festa,
voando para lá e para cá,
seres pequenos e outros tão grandes,
todos brincavam unidos,
fadas, doendes, seres coloridos, devas e elementais, outros quase transparentes...,
alguns sem forma nenhuma, outros com tantas que perdíamos de vista,
todos felizes por compartilhar e poder vivenciar novo despertar,
não importando onde viviam, sob a Terra,
dentro do mar ou no ar,
por importava,
só o amor, a harmonia entre todos.

Se vinham de naves ou simplesmente apareciam do nada,
todos sabiam quem era quem,
porque para o olhar de uma criança,
existe somente pureza,
e esta pureza era o modo de ser,
a natureza de todos os seres.

Os irmãos mais velhos sempre vinham visitar Pachamama,
momentos estes muito especiais,
onde todos aprendiam e podiam se conectar com o espirito da natureza,
com a essência e o aroma do doce néctar das pétalas divinas,
da Grande Mãe Cósmica onipresente.

Lembro bem dos cristais,
como grandes prédios acima e abaixo dos pés,
de tão lindos enchiam toda a natureza com arco-iris,
cantando luzes e sons,
contando em tons mentais historias do passado e futuro,
embalando tudo na beleza do amor.

O tempo, que na época não existia para nós,
foi tomando forma, de alguma forma...

Alguns irmãos ficaram tão entretidos que esqueceram de casa,
passando a brincar tanto tempo de criar formas,
que começaram a construir lugares estranhos,
e nestes lugares passaram a guardar suas criações,
onde todos que criavam algo,
iam deixando lá nesse espaço qualquer coisa,
e com o tempo essas coisas foram tomando ainda mais forma,
passando a virar algo denso,
como bolinhas de sabão cheias de ar.

Com o passar do tempo,
o lugar ficou repleto de formas,
e quanto mais criavam,
ainda mais queriam criar,
e de tanto criar,
passaram a acumular desejos de novas coisas.

Entretidos com tanta criação,
utilizavam as coisas que nasciam de Pachamama,
para manter seus corpos ainda mais pesados,
dependendo cada vez mais das suas criações,
esquecendo que eles mesmos as estavam criando.

Os irmãos mais velhos ainda vinham e avisavam,
com carinho e afeto,
acariciavam e ao mesmo tempo procuravam instruir,
sobre as consequências das brincadeiras,
de misturar tudo feito massa de modelar.

Por muitos éons Pachamama girou e girou,
nesta grande roda da vida...

Alguns irmãos de outros parques,
com o tempo também vieram brincar por aqui,
e como todo irmão,
nem sempre concordavam uns com os outros,
gerando uma série de brigas,
fazendo Pachamama chorar de tristeza.

Mamãe e Papai do Céu conversaram com Pachamama,
e olhando sua tristeza pela briga de seus filhos,
decidiram fechar o parque por um tempo,
os que aqui estavam ficaram,
mas os de fora não podiam mais entrar, sem convite.

Essa decisão criou muitas discussões entre nossos Tios Cósmicos,
virou uma grande discussão de família,
onde alguns achavam que deixando as crianças brigaram, logo se entenderiam,
e outros achando que iriam acabar se matando.

Isso lembra muitos os tempos de hoje,
onde famílias brigam entre si,
e no final da contas acabam se acertando,
depois de uma longa conversa,
ou ainda, de longas vidas...

Essa conversa foi ficando longa,
os éons foram passando...
Pachamama mudou de roupa algumas vezes,
mas nunca deixou de olhar pelos que aqui brincavam,
e aqueles que ainda brincam hoje em dia.

De Pachamama nasceram frutos,
alguns filhos dela mesma,
que passaram carinhosamente a chama-la,
de Mamãe Gaya.

Quando Gaya embalava o sono de seus filhos,
contava das épocas de dos lugares por onde andou,
dos nomes e dos tempos sem tempo,
dos irmãos mais velhos...

Seus filhos escutavam com atenção,
quando um dia,
aquele mais sapeca e curioso,
perguntou a Mamãe sobre seu Papai,
e Gaya respondeu carinhosamente,
contando que Papai estava trabalhando lá no cosmos,
mas que também estava juntinho dela e de seus filhos,
como um grande Cacique,
trazendo harmonia e cura a quem precisava,
usando uma Pena Branca em suas vestes,
que de tão grande,
podia ser visto em todo lugar...

Os éons foram passando,
povos foram passando,
Mamãe e Pai do Céu sempre nós olhando,
esperando para que voltemos nosso olhar para dentro,
descobrindo o presente oculto que nos deixaram,
para recordar de onde viemos,
e quem somos,
aquelas crianças que brincavam como irmãos,
filhos da mesma fonte de amor.

Hoje quando vejo Pachamama,
a amada Gaya e seus filhos,
quando vejo seres de toda parte do cosmo brincando por aqui,
lembro daqueles velhos tempos,
e sinto saudades da harmonia entre todos,
da natureza e dos pássaros fora da gaiola,
de sentar com os leões e nadar com os golfinhos,
de voar de lá para cá,
sem precisar de mascaras ou corpos,
apenas amor.

Sinto saudades dos irmãos coloridos,
de tantas formas e raças,
dimensões distantes,
e outras tão perto como um piscar de olhos,
que sempre estavam por aqui, de conversa,
contando suas aventuras,
trocando experiências na mais pura compaixão,
na mais profunda harmonia entre os seres.

Sinto falta das escolas antigas,
que ensinavam sobre o espirito,
nos faziam lembrar que no amor,
tudo floresce na mais perfeita harmonia,
e que quando olhamos para seja o que for,
devemos aprender a ver nós mesmos,
como parte da mesma crianção.

Explicavam que Papai e Mamãe do Céu,
deixaram dentro do nosso peito um grande presente,
e que este presente é o mais precioso de todos,
mas que para abri-lo devemos usar uma chave secreta,
que só é dada a quem for comportado na vida,
mas que não devemos ter medo de não receber o presente,
porque ele é infinito em nós,
e pode ser aberto por qualquer de seus filhos,
que utilizar o amor na fechadura do coração!

O amor, diziam eles,
é a única coisa que dissolve dúvida e solidão,
cura as feridas,
ilumina a mais profunda caverna,
nós ajuda a sair do tempo,
unificando todos os corações,
como uma grande luz,
um grande amor celestial.

Hoje em dia,
quando novamente Pachamama chorou,
por ver que mais uma vez seus filhos esqueceram de casa,
entregaram-se a luxuria da própria criação,
destruindo e usando dos frutos que nascem da mãe,
abusando dos seus templos corporais,
de suas roupas cósmicas,
Mamãe e Papai do Céu escutaram o choro,
e agora, neste momento,
milhões de irmãos cósmicos novamente voltam para brincar,
para ajudar aos outros irmãos de todo o cosmo,
a recordarem o que esqueceram,
para dar fim aos tempos de ilusão.

Novamente, hoje,
Gaya, Pachamama,
acorda e desperta seus filhos,
porque longa viagem a aguarda,
assim como a todos nós que aqui estamos,
nesta grande aventura,
chamada vida.

Lá de cima, mesmo naquela época remota quando tudo começou,
nos éons em que o tempo não existia como tempo,
todos sabíamos das consequências,
e que também um dia,
iriamos olhar e sorrir alegremente,
porque a luz se faria presente,
e novamente todos iriamos nos reencontrar,
entoando novas canções,
contando novas historia,
esperando novamente,
o embalar da Mãe Divina.

Somos todos irmãos nesta grande aventura divina,
seja você de que raça for,
planeta, dimensão, cor, forma,
todos somos irmãos e parte da mesma Fonte Que Tudo É.

Abram seu presente,
está na hora de recordar quem tu és,
de abraçar sua criança interior,
abrir o presente que Papai e Mamãe do Céu deixaram no seu coração.

Use a chama do amor,
para acender a fogueira da harmonia!


Deixe sua criança novamente renascer,
aprendendo e não temendo seus erros,
já que não existe julgamento que o amor não supere,
não existe passado que possa resistir ao amor da Mãe Divina,
basta deixar cair a máscara,
não se esconder atrás das suas criações,
nem punir-se ainda mais do que já se puniu...

Está decretado o fim da ilusão,
é hora de unificar seus corpos,
todos os seus "Eus" em um só amor,
descobrir que tem todo o universo para explorar,
seja aqui ou lá,
a única coisa que realmente importa,
é o amor, estar na plena consciências,
que Tu És Amor!

A nova Terra já está aqui,
Pachamama, Gaya e todo o cosmo,
todos os universos e multiversos estão em movimento,
tudo é perfeição e pura harmonia.


Nossos irmãos estão aqui agora,
de mãos dadas,
de Vênus, de Arcturo, de Sirius... de tantas casas que fazem parte de Mamãe e Papai,
que nem em mil palavras poderia contar nestas frases,
e por isso, peço desculpas aos que leem o que escrevo se esqueci de algum dos lares,
de alguma das infinitas moradas do amor,
que como você,
também faço parte,
e estou aqui sentado,
conversando silenciosamente,
pedindo a Papai e Mamãe do Céu,
que possa te ajudar a recordar,
que você é uma divina presença,
uma centelha de amor,
que pulsa intensamente pelo despertar.



Papai e Mamãe do Céu,
Amada Pachamama,
Querida Gaya,
Cacique Pena Branca,
Arcanjo Miguel,
Sanat Kumara,
Sananda,
Mãe Maria,
Santas e Santos de todas as religiões de amor,
Amada Kuan Yin
Cristo,
Micah,
Amados Tronados e Orixás Estelares,
Conselhos Cármico, grandes irmãos de luz e amor,
Grande Fraternidade dos Mestres de Luz,
Todos os Mestres e Seres de Luz Divina,
Todos os mentores e anjos de luz,
Todos os seres de todos os lugares, de todas as dimensões, universos, multiversos..., todos estes que na compaixão e harmonia são amor,
Fonte Que Tudo É...
que possam neste momento,
a cada um que lê,
e a todos os que em pensamento estão de alguma forma conectados a esse amor que flui,
sintam em seus corpos a energia de cura e paz,
do amor divino que transcende a ilusão,
despertando em cada um, o despertar do amor,
o presente que a tempos espera ser aberto...

Papai e Mamãe do Céu, Fonte Que Tudo É,
que teu amor brilhe em cada coração,
hoje e sempre!

Om Jai Ma! Om Jai Ma! Om Jai Ma!

Não importa se eu estava aqui no começo,
nem importa se o que escrevo faz parte de alguma coisa,
o que importa é que somos todos irmãos,
filhos da mesma Fonte Que Tudo É,
do mesmo Amor.

Não importa de qual planeta, dimensão, omniverso venho,
nem quanto tempo estou passando aqui na Terra,
seja nesta ou em outras vidas,
o que importa, é viver o amor,
agora.

Não importa se estarei aqui no final,
nem se viverei um só segundo depois,
só o agora,
o que realmente importa,
é que amo,
e que neste amor,
não importa nada mais,
já que nele encontro-me completo,
com Tudo O Que É,
Amor.

Que todos tenham muita paz e harmonia!


Na luz e no amor!


Namastê,
Terry




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