Lembra?

Lembra daqueles velhos tempos,
quando as plantas respiravam sem medo,
as flores derramavam seu perfume ao vento,
os animais eram amigos e não alimentos,
quando toda a Terra era nossa casa, e não apenas um pedaço do seu corpo?

Lembra quando nos olhávamos sem medo,
tínhamos consciência da divindade,
éramos puros em corpo, mente e alma;
quando nossas vozes eram pensamentos livres de maldade,
e nossos corações guardiões da Mãe Natureza.

Lembra quando você e eu voávamos sem asas,
nossos corpos eram multicoloridos,
nossos vizinhos seres do longínquo cosmo celestial,
ondas de paz transcorriam no tempo sem tempo,
nos mais profundos planos de existência,
e não existência.

Lembra quando o amor era amor sem forma,
quando sentíamos o prazer sem forma,
mergulhados no mais puro nirvana?

Esse tempo ainda existe em nós,
escondidos em um baú dourado nas cavernas do coração,
esperando para ser aberto pelas chaves da compaixão,
pela humildade do filho que retorna a sua própria natureza,
descobrindo a verdade por trás do véu de maya.

Olhe com os olhos fechados,
deixe livre o vazio,
deixe todo pensamento e não pensamento,
livre-se de toda dualidade,
onde existe Um,
dois não existem,
onde existem dois,
o Um perde-se em tempos.

Lembre...,
Há...!, quanta saudade...
livre-se das amarras do corpo,
dos desejos que lhe prendem,
dos apegos infundados,
seja livre,
pois tudo pertence aos Filhos do Todo,
nada é teu ou meu,
seja feliz pelo simples fato de ser amado incondicionalmente,
mesmo que não veja ou acredite,
Ele te ama muito,
e só espera que Tu volte a amar também,
Ele sempre está em Ti,
e Ti sempre esta nEle,
na mais pura forma do amor...

Namastê,
Terry

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