Liberdade sem prisões

Ninguém é completamente feliz preso em um escritório... usando coleira em volta do pescoço com seu nome escrito em uma identificação para terem certeza que você é você.

Ninguém é completamente feliz trancado em prédios cinzentos, sem plantas, árvores, animais vivendo livres, ar puro. Mas ao invés disso, o ser humano construiu prisões modernas, onde as pessoas para sobreviver criaram a dependência, cada vez maior, de máquinas, como essa que estou escrevendo, que deveria ser algo bom para conhecimento e aprendizado, mas ao invés disso, transformamos em dependência e comodismo.

Falta abraço, carinho, calor humano. E esse calor não é sexo movido por desejo, mas fraternidade entre irmãos de jornada... desde e outros orbes celestes.

Ar poluído, trânsito barulhento rodeado com publicidade mentirosa, que visam somente o lucro e aumento de dependência das pessoas pelos seus produtos, é isso basicamente isso que vemos no dia a dia da cidade, formas de ganhos, sem pensamentos de amor.

Chegamos em "casa", outra prisão, onde temos que trancar portas e janelas por conta de bandidos que vivem soltos, esperando suas presas temerosas. E ai daquele que se atrever a combater fogo com fogo, serão também punidos como bandidos pela justiça injusta da humanidade, que prefere mais pagar centenas para bandidos do que para educação. Cria-se hoje, mais bandidos produtivos em "investimentos" nas cadeias que mais parecem faculdades do crime, do que em escolas que deveriam formar professores e criadores de cultura útil. Mas para que né, se isso não dá lucro, a quem interessa pessoas que pensam mais em viver, do que sobreviver.

Antigamente, não muito antigamente, a poucos séculos atrás, tínhamos escravidão, com uns se achando donos dos outros. Vendiam pessoas como se estivessem vendendo um saco de batatas, e ainda achavam isso correto. Saqueavam terras, disseminavam doenças por onde passavam, iludiam os povos simples com promessas de conforto e riquezas, enquanto compravam suas vidas simples em troca de trabalho pago, pago com a escravidão sem correntes, essa mesma que vivemos hoje em dia, na sociedade de consumo, de falsos valores e poucas palavras de amor.

Estes mesmos "senhores de senhores", os grandes empresários de terras e tecnologias anti-naturais, quando já não podiam escravizar pela tortura, aprenderam a oferecer dinheiro em troca do trabalho, um trabalho desumano, cinzento, escuro, escravista. Tiraram as algemas, as correntes, e colocaram tributos, impostos. Fizeram as pessoas acreditarem que um pais, uma cidade, um mundo, precisa de "comandantes" para representarem a vontade da maioria... tolice, pois sabemos que o poder sobe fácil a mente humana, e mesmo aqueles que tentam governar pelo amor, são massacrados por estes mesmos inescrupulosos falsos profetas, que ameaçam a vida daqueles que tentam sair do condicionamento que tira os lucros da mãos de poucos.

Tiraram as casas simples junto a natureza, e construíram prédios imensos sem harmonia com o céu e a terra. As casas das pessoas, e a maioria das cidades, ficam sobre esgotos de todo tipo de lixo e poluição. Somos rodeados, na grande maioria das cidades, por poluição, no ar, na água, na terra... estão, aos poucos, devido ao condicionamento de séculos de cultura anti-natural, nos matando lentamente, e se não bastasse, ainda conseguiram criar tantas variedades de alimentos industrializados, que além de todo lixo externo, grande parte da população polui seus corpos por dentro, por mal se atentarem ou estudarem sobre o que consomem, acreditando na mídia de massa que também está corrompida em sua grande maioria, pela falsa ilusão do dinheiro em troca de felicidade.

Se não bastasse tudo isso, fizeram questão de fazer o ser humano acreditar que depende de matar para viver, então por motivos que não convém mencionar aqui, o ser humano começou a comer seus irmãos de jornada, e não estou falando de canibalismo, mas de genocídio de milhões de vacas, porcos, cavalos, cachorros e outros tantos seres sencientes que são mortos para simplesmente satisfazer o paladar sanguinolento daqueles que acham normal essa situação, e não procuram refletir sobre o assunto com amor e compaixão. Uma coisa era na época em que vivíamos com índios ou junto a natureza, onde alguns animais eram mortos com permissão da natureza, sem sofrimento, viviam soltos, livres, e em um momento com fecha certeira, eram abatidos com agradecimento a mãe terra pelo que seria consumido, muito diferente de hoje, onde existem indústrias de carnes, empresas de matança em massa. Acha ruim falar sobre isso, incomoda? Então pare e reflita, e se tiver realmente coragem e compaixão no coração, vá a um matadouro e acompanhe todo o processo da carne que compra nos supermercados. Olhe nos olhos do animal e se pergunte se isso é normal, e se ele não sofre com essa prisão para satisfazer seu paladar.

Até quando Deus, até quando o ser humano vai continuar se matando e prendendo, quase se tornando robôs, sem amor, compaixão... é triste, triste mesmo ver tudo isso e ainda por cima as pessoas dando a cada dia mais importância a tecnologia e diversão ilusória, do que as árvores e toda natureza, que se torna cada vez mais escassa devido ao consumo indiscriminado. O ser humano, é triste dizer isso, mais parece um vírus sobre a terra do que realmente um ser espiritual vivendo a experiência de humano por uma breve temporada. Um vírus faz isso, ele ataca o meio em que vive até matar tudo ao redor, depois procura outro corpo e faz a mesma coisa, então quando vejo pessoas falando que o ser humano já pensa em colonizar outros plantes e já está em fase de testes, ai meus Deus, é triste, triste porque irão destruir outros corpos celestes sem nem ao menos se dar ao trabalho de limpar a sujeira que vem fazendo por aqui, na Terra, que os recebeu durante milênios, aguentando tanto destrato e injustiça com teu corpo sagrado de orbe celeste. Tiram seu "sangue" (petróleo) sem nem ao menos se perguntar para que a natureza usa esse combustível. Destroem tudo ao redor sem nem ao menos respeitarem aquela que sustenta tudo isso... triste mesmo, muito triste a situação.

E ainda existem aqueles que não conseguindo paz em meio a tão desastroso processo de confinamento, usam todo tipo de droga para se iludir, achando que estes meios de distrações irão resolver os problemas da vida, uma vida que escolheram caminhar sobre a Terra para experimentar a vida humana, mas que quando aqui, já em corpo físico, esquecem que são em primeiro lugar, Filhos de Deus, Espíritos dentro de um corpo, um corpo dentro de outro corpo. Porque isso acontece? Porque de geração em geração foram apagando os meios de recordarem sobre a Espiritualidade do Amor, deixando aos poucos adormecer sua origem ancestral enquanto luz. Quantos são os pais de hoje que sentam com seus filhos e ensinam que a natureza tem mais valor que o computador? Quantos ensinam sobre Cristo, Buddha, Krishna, ao invés de futebol, televisão, jogos, músicas degradantes... A melhor "droga" está na natureza, no viver simples, no contato com a verdadeira Terra, com o canto dos pássaros, com a música das esferas, o vento batendo nas folhas, o tambor do pajé que cura a alma, o toque do gongo no templo que nos chama a meditar, as palmas quando o filho se ilumina para a verdade do amor... Quer se curar de qualquer doença ou distúrbio? Procure uma vida natural, junto aquela que é responsável pelos elementos que formam o corpo que veste hoje, a Terra.

Tudo gira em ciclos, mas é triste mesmo ver o ciclo atual permanecer tão atrasado em cultura e mudanças, do TER para o SER. Aquele que tem muito, carrega uma bagagem grande nas costas, e se o apego lhe for companheiro, vai cada vez mais permanecer nessa situação de nó kármico. Aquele que simplesmente é, volta-se a Mãe Divina, a natureza e a espiritualidade, compreendendo que não podemos ser realmente felizes enquanto vivermos em uma prisão dentro de outra prisão. Estamos, de certa forma, presos a uma engrenagem corrupta de achismos, vaidades, egocentrismos, luxurias e tudo o que vai contra os ensinamentos de todos os grandes Mestres que por aqui passaram, trazendo a simplicidade e amor ao próximo como forma real de evolução. Os nó kármicos são construídos dia a dia quando nos acomodamos a situação atual sem nem ao menos procurarmos melhorar nossos hábitos diários. Podemos não ter força para mudar o mundo todo, mas temos sim, força para mudar a nós mesmos, e por consequência o meio que nos rodeia. A caridade verdadeira começa com nossa mudança de pensamentos através de uma profunda instrospecção do que aprendemos ser o correto, o comum, do que realmente somos internamente, da verdade não revelada senão pelo nosso coração compassivos, amoroso. Por mais que se tenha conhecimento através dos estudos, esse é apenas uma ferramenta, ou meio para que possamos atingir nossa paz interior, que só vem quando realmente encontramos a sabedoria inata da nossa alma, que só se manifesta quando amamos o Amor dentro de nós e em todas as coisas. Quando percebemos que a natureza é uma manifestação celestial do Amor de Deus, quando olhamos nossos semelhantes como pequenas fagulhas de uma grande fogueira cósmica, chamada humildemente de Deus.

Este texto não é uma critica a humanidade, é justamente uma critica a falta de humanidade, não de todos claro, mas de uma parte que se acomoda dia a dia no barranco de insensatez.

Deus, Pai e Mãe Divinos, Cristo, Buddha, Oxalá, Espírito Santo, que Tua Luz possa se aflorar no coração de cada pessoa, para que logo, em um futuro, espero que não muito longe, possam perceber que sem amor, sem fraternidade e compaixão, não existe máquina ou dinheiro que pague a saúde do corpo e liberdade da alma.

Que todos possamos ter Paz e Luz em Cristo.

Paz e Luz!
Terry

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