O mesmo?


Acordado a noite,
sentou à beira da cama,
bocejou ar pelos pulmões,
limpou o canto dos olhos,
raspou suavemente o topo da cabeça,
cruzou as pernas e lá ficou por alguns minutos.

Abriu os olhos,
ainda tudo escuro na madrugada,
esfregou as mãos e passou  sobre o rosto,
fechou os olhos,
lá ficou por mais alguns minutos.

Passou uma hora,
são quase quatro horas,
tudo escuro lá dentro,
apenas a lua no lado de fora.

Relaxou os olhos,
ainda fechados finalmente relaxou,
seu ventre pulsava como de um bebe,
o estômago relaxado não apresentou o medo,
todo o corpo tranquilo.

Entrou na respiração,
expirou completamente,
a inspiração natural,
a expiração total,
tudo saiu neste momento.

Lá ficou, apenas sentado,
unificado,
fez-se tudo presente,
sem mente,
passado e futuro não estavam lá,
apenas ele.

Passou um tempo,
não o percebeu como tal,
a luz do sol fluiu pelos furos da janela,
abriu os olhos,
quando o fez,
já não era mais o mesmo,
apenas sentado,
respirando relaxando,
o mesmo corpo,
a mesma mente,
mas algo mudou,
já não era mais o mesmo.

A natureza simples,
sentado, tornou-se natural,
na simplicidade,
descobre a verdade,
quando a recorda,
te liberta,
não pode ser mais o mesmo.


Namastê,
Terry
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