O quanto pode existir

Para a verdade não existe caminho comum ou incomum,
para dizer o verdadeiro nome, deve-se não dizer nome algum,
para todas as manifestações, a não manifestação é cheia e vazia,
para tudo aquilo que existe como algo, a não existência cria e semeia,
tudo o que é criado pela criatura vem ainda do criador,
assim como aquele que cria é criado e não criado,
a natureza de dez mil coisas torna-se una no vazio de intenções,
assim como qualquer intenção torna-se vazia, sem a contemplação da única verdade,
sendo o mistério de todos os mistérios,
a verdade absoluta de todas as verdades, o único amor puro.

Contemple o céu e as estrelas,
os planetas e a natureza,
contemple a inspiração e a expiração,
os sons e o silêncio,
contemple os sentidos e os sentimentos,
as batidas do coração e o piscar dos olhos,
contemple o canto e o cantar,
o dizer e o não dizer,
contemple a semente e a árvore,
a flor e o espinho,
contemple o corpo e a alma,
o andar e o parar,
contemple o claro e o escuro,
o cheio e o vazio,
contemple o yin e o yang,
o centro e os quatro cantos,
contemple o pensamento e o não pensamento,
a ásana e a meditação,
contemple a oração e a fé,
a Vida e a Morte.

Quando todas as coisas não forem mais coisas,
e tudo o que existe estiver em silêncio para os desejos da mente,
pare e veja-Te como Luz,
porque assim você É,
O Ser que cria a criatura não é diferente da criatura,
o máximo de Tudo O Que É,
aquEle que existe como fagulha divina em tudo,
aquEle que não é criado e nem tem nome,
aquEle que não teve inicio e não tem fim,
faz-se presente no Agora e também em Ti,
porque Ele é também o Eu,
e Eu Sou,
assim como Ele É e sempre será,
Tudo O Que É.

Om
Namastê,
Terry
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