Pausa para respirar

Conhece a ti mesmo?
Vive e morre todo o tempo,
a cada inspiração vive, renova o corpo,
a cada expiração morre, renova os corpos.

Você não conhece a ti como és,
apenas se ilude na vida e na morte,
quanto tempo passa naturalmente a não respirar,
reconhecendo a essência nesse diminuto parar.

Aqueles tolos que rodeiam pela vida em achismos,
buscam viajar a lua e outros planetas,
pouco conhecem de si mesmo,
buscam respostas de Deus nos orbes e dimensões,
nas religiões e técnicas abusivas,
poucos realmente sabem que tudo está tão perto.

Grandes Mestres já diziam,
não busque nada, conheça, vivencie,
eles já diziam que buscar todo o tempo é desejo,
o desejo é alimento da mente,
a mente viaja para o passado e para o futuro,
alimentada fugazmente pelo desejo de buscar algo mais,
de ter ou compreender algo mais,
tolos, tolos aqueles que acham que sabem tudo,
esse será o erro básico do intelectual,
achar que sabe tudo e quando compreender um pouco mais além,
cai feito rocha no fundo do abismo,
louco será para si mesmo,
já que não respondeu nem as primeiras mil perguntas.

Duvidas?
Faça uma pergunta a ti mesmo e de uma resposta,
sobre essa resposta faça uma simples pergunta, Por que?,
e sobre esse porque, acrescente outro por que,
assim faça mil vezes seguidas,
encontras-te a resposta mais de mil vezes?,
A mente procura no dicionário do tempo,
mas a resposta básica a primeira pergunta,
esta além do tempo,
foge aos estúpidos que se atrevem a disputar com a vida e a morte.

Apenas vivencie a respiração por um momento,
procure prestar atenção ao lapso quando inspira,
e logo depois de expirar,
vem ele novamente, esse diminuto lapso entre a vida e a morte,
a compreensão não vem em verso ou poesia,
vem da retidão da pratica,
naturalmente desvanece a pergunta,
sobra apenas um vazio,
não há tempo passado ou futuro,
no presente está o presente divino,
a caixa magica se abre e nada acontece,
apenas um silencio, uma experiência verdadeira.

Aqueles que buscam compreender a Deus pela energia,
descobrem o yin e yang,
a mulher e o homem,
o positivo e o negativo,
caem na dualidade,
tolos esses homens que brincam sem compreender,
gritam que o "Diabo" te torna mal,
que és um pecador e deve equilibrar o bem e o mal,
então pergunto, quem criou o "Diabo"?
Silencio presente na resposta,
já que dizem que Deus criou tudo,
então o "Diabo" é criação de Deus,
tolos aqueles que tiram Deus do caminho,
põe duvidas em seus discípulos quanto a correta retidão,
o correto pensar e viver em harmonia, com a real natureza do Ser,
os colocando em duvidas sobre suas atitudes,
quando os chamam de pecadores por vivenciar experiências,
experiências estas que eles mesmo escolhem para aprender,
para jogar o jogo daquEle que é Único.

Reis e Rainhas governam a mente das massas,
mas poucos conhecem a realidade da respiração,
poucos se atrevem a voltar para dentro,
reconhecer a verdade imaculada,
usam coroas em suas cabeças sem nem ao menos saber o significado,
mal sabem que a verdadeira coroa se ganha com o despertar de sahásra,
quando as mil e uma pétalas abrem e ganha-se o conhecimento,
e com esse conhecimento sim, pode-se ajudar as pessoas,
pode-se assim governar com sabedoria.

Há também os tolos que acham sexo algo sujo,
como sexo pode ser sujo se é pura energia?
Suja é a atitude por trás do sexo,
se és puro de intenção e vive o amor,
sexo é uma forma de despertar,
de vivenciar uma experiência,
assim como duas pedras de gelo unificam-se ao derreter,
duas corpos quando praticam sexo com amor verdadeiro,
unem-se de forma celestial,
despertam uma energia indescritível,
torna-se a experiência de dois em apenas um,
é pura magia, não algo impuro,
algo que é puro quando os dois são qualificados em amor.

Meditar é algo bom,
nem puro nem impuro,
é apenas estar presente,
não se deixar levar pelas emoções ou pensamentos,
observar pensamentos dentro da sua casa corporal,
como nuvens passando daqui para lá,
és observador e está acima do corpo ou da mente,
não indetifica-se com nada,
vive os sentimentos mas é imaculado,
compassivo e amoroso,
porque compreende o silencio interior,
esse jardim da terra pura.

Preste atenção não ao que digo,
mas a proposta do que pensas,
teus pensamentos leram essas linhas através de teus olhos,
não foi teu corpo ou tua mente,
foi você quem leu e interrogou essas linhas,
pelo corpo transmitiu a energia por pequenas partículas de luz até os olhos,
os olhos capitaram e enviaram a mente,
a mente foi do passado ao futuro questionando e interpretando os dizeres,
julgou, criticou, ponderou,
pensou em praticar alguma coisa,
repudiou a outra,
mas ainda sim nada disso pode ser você,
como pode tentar explicar algo que não se explica?
Não, não pode, por isso escrevi estas linhas,
para que eu mesmo as lesse e através delas,
lhe enviasse um pouco do meu amor,
de forma incondicional,
não importa se nos conhecemos ou não fisicamente,
não importa mesmo,
somos centelhas divinas pertencentes a fonte de Tudo O Que É,
a cada vez que inspiro, nesse diminuto tempo Eu Sou,
a cada vez que expiro, nesse diminuto tempo Eu Sou,
e quando vivo a experiência que é,
não importa nada,
não há pergunta,
não há resposta,
o meu presente é dado na experiência do Eu,
algo tão perto e tão simples,
que as vezes é tão difícil.

Então lhe proponho agora,
encontre esse tempo sem tempo,
entre o nascimento e morte,
entre essa inspiração e expiração,
o amor.


Namastê,
Terry
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