Pequeno segundo

O vento sopra ao leste,

uma brisa suave refresca o corpo,

caminho sereno com o templo da vida,

cavalgo pelo ar movendo os fios de prata,

entro e saio sem mensurar distancias,

o tempo nada mais é que pura ilusão.

Ando no astral despido de desejos,

crio imagens violetas na tela branca,

anéis de safira são postos sobre cristais dourados,

vibrando uma canção a tempos esculpida,

pelas própria voz daqueles que não falam.

Leio anúncios dentro de cada mente,

cenas de drama e comédia,

paixões e amor,

acima dos astrais liberto de todos os verbos,

em um só verbo sou parte de toda uma canção,

ouvida pelos ouvidos de um só coração.

Sim, quantos éons foram-se em apenas um segundo,

um pequeno passeio pelo corpo sem fim,

quantos entraram e sairam de seus templos em tantos versos...,

quando percebi estava tão longe e ao mesmo tempo,

tão completo...

Sim, aquele amor que só se sente,

sem tempo, espaço,

multi e OmNiversal,

presenteia o presente,

para aquele que se perde dentro do proprio coração,

saindo pela lotus de mil petalas,

descobrindo na gota de orvalho,

dimensões de puro despertar,

cores e sons,

circulando sem ar,

sim,

aquele é este amor,

este é aquele amor,

um só amor,

do proprio divino amor.

Om

Namastê,
Terry
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