Poder...

Quem é da luz, ou da escuridão, vive o duelo tangível do bem e do mal pela dualidade das coisas manifestas.

Aquele que transcende essa dualidade, e encontra na Lei Universal a compaixão e amor, ergue sua energia além do bem e do mal, e verifica em si mesmo a essência de todas as coisas.

Quando percebe-se que tudo no universo é ilusão, a ilusão se torna vazia.

Aqueles que brilham pela luz cósmica e pacificamente abrem o coração para o amor, devem elevar suas mentes acima das guerras, lutas e pensamentos desarmônicos, e usar das armas silenciosas para vencerem as coisas que sustentam a ignorância.

Os bons de coração não devem temer as injustiças do mundo, ou abaixarem suas cabeças para aqueles que se impõe pelo poder, pois todos são apenas ilusões.

Muitos acreditam que o poder das conquistas materiais, ou ainda o poder das conquistas espirituais, são grandes feitos, mas iludem-se, pois são apenas meios de manterem-se atados a suas individualidades, esquecendo que tudo isso é apenas temporal, meras projeções holográficas manipuladas pela ignorância e perda da visão celestial.

Ainda mais ignorantes são aqueles que contentam-se na comodidade, esperando uma salvação mágica que retire os véus cinzentos da auto piedade. Atrevem-se a culpar alguém além de si mesmos pelos maus hábitos? Quão simples é sentar-se sereno?

O poder é apenas esforço, conquista, aquisição da energia que acaba manifesta. Que poder há em ter para si todas as coisas se apenas são ilusões? Que poder resta ao homem ou aos deuses que transcenda a necessidade de ter para si? Qual poder traz a singularidade onde existe plena satisfação em não ser coisa alguma?

Mesmo conquistando o poder de todos os deuses e deusas, ainda sim sem o amor pleno e verdadeiro, são apenas ilusões.

Isso mostra o porque os grandes seres que transcendem as ilusões, não detém nada para si, e procuram ensinar o caminho que resgata aqueles que perderam a si mesmo. Esse caminho de compaixão e humildade, onde as folhas da árvore são extensões das raízes, geram a sabedoria que dissolve a ignorância.

Quando a dor ou prazer, alegria ou tristeza se apresentam, são ilusões projetadas pela vibração e ressonância de quem as concebeu.

Silêncio e compaixão, amor e harmonia, senta-se no vazio, parar os pensamentos, transformar conhecimento em sabedoria, até que o poder não surja do desejo, e o desejo não seja projeção da desarmonia. Quão mais simples é do que sentar-se e observar a si mesmo?

Erguer a mente e elevar a energia, estar alerta e consciente para que os desvios não se tornem hábitos.

Seja como for, aquele que percebe a luz e a escuridão, mas não as detém em si, sabe que ambas não são o bem ou o mal.

O bem é um caminho, o mal é desvio do caminho.

O caminho não carrega em si mais do que precisa, e assim sendo, dá apenas aquilo que é necessário.

Os que caminham e detém para si todas as coisas, não recebem do caminho, pois acreditam que o que detém é maior do que o caminho.

Os que aniquilam em si mesmos aquilo que detém, são livres para caminhar, e caminhando, recebem as dádivas do nada deter para si.

Sem nada deter para si, estão livres.

Paz e Luz!
Terry
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