Rápida caminhada

Um velho sábio andava pelo bosque, aquele errante sem destino, vivendo cada segundo em um só momento, agora.

Percorrendo o caminho esse velho sábio com feição jovial olha para os céus, esses múltiplos e coloridos que brotam pelos olhos de Deus e da Natureza.
Olha e sente um perfume brotando por todos os lados, a brisa suave acariciando seu rosto, sendo ele próprio, parte Dele como Ela o fez.

Sereno e calmo, vestido apenas com sua manta enrolada pelo corpo, aquela pequena barba branca, aparada pelo tempo e pelo espaço, os cabelos longos apenas na parte de traz, como um véu branco deslizando pelos ombros rumo a terra.
Seus olhos de um profundo brilho, aquele olhar que se ganha quando nada se têm para sí, esse de uma criança brincando nos braços da Mãe Divina, um filho da Natureza, em profunda comunhão divina. 

 Seu corpo magro, porém resistente como aço, reflexível como corda, ágil e eternamente onipresente, presentes da Yoga de outrora.

A sim, esse velho sábio sabe bem sobre os caminhos da vida, por isso abandonou os jogos da roda viva, e passa agora a viver todas as vidas como uma só vida, a vida do Yoga.
Paixões, emoções, desejos, apenas parte de um passado distante para aquele que não está no tempo, para aquele que agora vive no templo da meditação, no Jardim Zen dos ecos do Om.

Esse sábio sabe onde o amor está, e sabe que contido nesse amor, Tudo existe como parte Dele, e Ele parte Dele, como apenas Um, Om.

Om Om Om
Terry
Comments