Um dia

Que coisa boa é olhar para o sol da manhã,
inspirar Surya dentro do peito,
enchendo os pulmões com o prana divino.

Linda é a flor que espreita entre espinhos,
esperando a pequena abelha,
para beber de seu doce néctar.

Aquela terra fofa e molhada,
esse cheiro de manhã feliz,
e ao longe lá no campo de infinitos frutos,
as montanhas de outrora curvando-se diante o céu.

Escuto cantos e contos de todas as partes,
os Deuses e Deusas,
Devas, Yogues e todos os Seres,
lá naquela campo de infinitos frutos,
inspirados pela Eterna Energia de Luz.

Olho para os seres aqui e ali,
vejo faces de tantas formas,
corpos de tão variadas formas,
e algo sempre reluzente dentro do coração,
sim, um tanto opaco as vezes,
mas ainda tão intenso quanto o mais sublime dos sóis,
essa fagulha que queima sem arder,
chamada de amor incondicional.

Algum tempo passa pela manhã,
e o poeta em estado meditativo,
contempla a face do amor,
sente a energia do amor,
refletida, cantada e entoada pela natureza,
chamando sua amada para ver o sol,
o peito cheio de amor,
um carinho não dito com a palavra,
escrito com as mãos,
mas um suspiro que leva ao vento todo o amor,
levantando todos os véus cinzentos de um dia qualquer,
para transformar esse dia em mais um dia muito especial,
porque para Deus não existe dia ruim ou bom,
para Ele existe apenas o Amor.

E Eu, esse que escreve essas linhas,
sejam estas lidas agora ou daqui cem anos,
ainda sim só devem refletir uma palavra,
Amor.

Om
Terry

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