Vibrando um pedido de Paz



Ommm, Ommm, Ommm...

Eu cantei desde outros tempos essa canção, sentindo a compaixão no coração de todos os seres, eu vibrei o amor por aqueles que ontem esqueciam a canção.
Os tambores tocaram, e pequenos sinos se fizeram ouvir ao longe, enquanto inúmeros espíritos se enrolavam pelas teias da ilusão, chorando, e aos poucos, se esquecendo da canção.

Pequenos seres volitavam pelos elementais da natureza, enquanto eu via na mente da Terra, tempos de guerra e de paz.

Os tempos chegaram sem demora, e o que séculos esconderam sob o pano cinzento da solidão, um sopro do paraíso acendeu no coração dos filhos celestiais.
Mesmo aqueles que antes dormiam na frieza da razão, sentiram seus coração acenderem até alturas imensuráveis.

Uma grande fogueira foi queimada, acessa por três chamas e três seres... os cantos e os tambores vibravam no ar físico e no espiritual...

A criança nasceu nos véus da cachoeira... e no tempo presente se fez onipresente, mergulhando profundamente na energia de cada coração.

O tempo parou, e ao longe eu ainda via o pranto sob a teia fria da solidão... a compaixão era mãe, enquanto as espadas sem ponta cortavam os cordões descoloridos daqueles que não buscavam senão, o vazio celestial.
Deste vazio surgiram milhões de verdades, puras e falsas... eu as via nascer e morrer, enquanto meu pai irmão, enviava seus filhos azuis e brancos, multi-coloridos, e de tantas formas que não precisei vê-los, apenas senti-los nas vestes Búdicas do Amor.

Aquele pranto misturou-se aos tambores, enquanto gotas de luz vibravam na agua liquida da Terra em forma de chuva translúcida... salve Yemanjá e os elementais que vibram nessa agua viva... choro e canto, no rosto da criança e do adulto... os espíritos banham os corpos, agua salgada cai do céu na cachoeira, e a verdade não se mistura.

Aqueles que ontem na teia da solidão se perderam, eu via hoje em um só agora... o tempo não se apresentou para mim, enquanto o futuro se misturou no canto dos olhos do Único Pai Natureza.

Por sentir o pranto dos inocentes, meu coração queimou ainda mais alto... eu os via com minha mente da paz, escutando o chamado interno dos tambores e orações, que buscavam na natureza o tempo de paz que não se apresentou ao líder, somente ao Xamã Pai de Santo, casado no compromisso materno com sua Amada Mãe Natureza Ancestral, em beneficio de todos os seres luminais.

Eu sentia dentro de mim o choro, e via o fogo escorrer das terras áridas da ignorância, enquanto aqueles seres que ainda estavam perdidos nos fiapos das vestes escuras dos fora da leia, levantavam seus rostos frente ao sol escuro das trevas internas...

Pedindo luz eu vi a luz... a luz me viu... pedindo sabedoria eu vi a sabedoria, e a sabedoria me viu... não de forma lateral, nem de costas... por dentro nos encontramos na vontade do TAO, absorvendo o vazio e o cheio, na mesma Fonte da Verdade.

Os olhos de todos os seres tornaram-se portais... os via dentro da mente vazia da totalidade, enquanto via através dos meus olhos a imagens dos olhos sofridos do canto dos tambores de todos os tempos... a alma, o portal negro presente no branco... todos os portais foram abertos e os via completamente nus de qualquer impureza... os portais em cada olho duplo refletia o TAO no Om de cada batida do tambor de um único olho aberto ao centro eterno.

Vendo sem ver o que não deve ser descrito, fez-se o koan (conto) que na verdade do sábio se tornou vida pensante... e nessa vida a forma do espirito multiplicou-se pela natureza da mutabilidade.

Sete vezes sete se fizeram sem um número ser escrito... cento e quarenta e quatro me mostraram doze pontos de sete luzes no canto dos olhos do Divino... em seu coração, mergulhei na Presença.

Templos se ergueram e caíram, mas nenhuma alma pura permaneceu na teia escura... o futuro é claro como céu sem nuvens... o Xamã Pai de Santo habita o coração de Buddha, enquanto no teu peito brilham sete estrelas da pureza, cada uma lançando infinitas vezes o amor entre os filhos Crísticos do Amor.

Sou o coração que pulsa luz, e na minha luz peço o amor para tua vida... até que tua vida seja repleta de luz, e a Vontade Suprema da Fonte do Amor, seja a tua vontade manifesta de forma plena e compassiva.

A Luz na tua cabeça se fez Luz no coração... Orixá Orixá Orixá!!!

Os pólos se unificam sem tempo passado, presente e futuro... um agora pacifico é o agora de tua luz... TAO TAO TAO!!!

Eu não choro pelos olhos que não vêem a dor, por isso dos olhos deixo cair as gotas de agua cristalina, para que se faça ver aos olhos da Natureza, que existem ainda alguns corações distante do amor, levando a mensagem dos tambores pelo vento de Iansâ até a coroa das Estrelas mais distantes, despertando a compaixão de todos os Budas Luminais.

Se estendo meu amor pela escrita de um corpo sentando, nesta maquina de tela feita de matéria, é porque vejo mesmo nesta, a luz que forma o corpo do Xamã Pai e Mãe... vejo nesse corpo, nos dedos que escrevem para mim, uma veste emprestada pela Natureza desse Orbe, que também é consciência Viva e crescente evolutiva, nos seio da Mãe Divina.

Deixo nessas linhas escritas pausadamente, minha vibração de amor, para que chegue de forma pura, centelhas de luz invisíveis aos olhos, mas visíveis ao coração que esteja aberto para recebe-las em paz, benção de um antigo ancestral que os ama profundamente... pedindo nos tambores e sinos dos templos celestiais, que a canção tocada pelo Arcanjo Divino, vibre na tua testa e lhe faça ver a verdade da luz...

A verdade do amor é a verdade da luz, somente nesse amor existe infinitude no TAO.

O calor do corpo que se estende na vibração da luz, é tão acolhedor e sereno, que pelo corpo que escrevo, sinto-O coberto pelo amor... o silêncio vibra cantante, enquanto se faz na matéria meus pedidos de purificação...

Canto os mantras sem palavras, e lhes deixo de forma invisível, as bençãos do Amor sem tempo, nem condições, religiões ou pensamentos... nEle não existe necessidade de créditos, nomes ou hierarquias, porque através do Xamã de todos os Santos, a Natureza é sua veste mais preciosa, existente plenamente em cada coração.

Meu mantra é Amor.
Minha canção é Paz.
Meu sopro é Harmonia.

Vibrem filhos do Imortal, porque mesmo ainda em carne, todos vocês são espíritos de luz.
Amem filhos do Imortal, porque amando se tornam livres de amarras e desejos.
Somente entregando completamente teus corações a Deus, o TAO, o Supremo Amor Infinito, a Fonte Que Tudo É... somente entregando-se a Ele, vocês se tornam Ele.

Não existem dois onde Um existe, e este um é o Amor, o mesmo Amor que de forma bela e misteriosa, criou tudo e todos os seres.

Despeço-me respeitosamente e deixo meu pedido de Paz e Harmonia, para que em breve possamos dançar juntos no silêncio dos tambores, que vibram pacificamente o Amor.


Sejam Luz, tornem-se Amor.



Na Paz e Luz!
Terry
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