Velha cadeira

Foi naquele dia de sol,
brisa refrescante no ar,
clima de outono,
as folhas caindo,
os frutos esperando a colheita,
a velha casa de madeira beirando o rio,
água serena reluzindo a paisagem,
céu azul e branco,
a velha cadeira frente a varanda,
som dos pássaros e do vento,
canto das montanhas rochosas ao fundo,
néctar do mel perfumando o ar,
flores em todo lugar,
e eu,
sentando sobre a velha cadeira,
sem tentar mexer o corpo ou a mente,
expandido a atenção até o vazio completo,
sendo mais uma vez,
parte de Tudo O Que É...

Mesmo parado em silencio,
contemplo a essência,
quando afasto os sentidos da mente,
liberto os pensamentos,
a mente torna-se clara e pacifica,
semeando no cosmo o canto do Om,
levando amor aos que amam,
paz aos que pacificam,
harmonia aos harmoniosos,
e principalmente,
compaixão aos que sofrem,
pois estes ainda não recordaram sobre a essência,
por não reconhecerem a verdadeira natureza do ser,
caem em inúmeros pensamentos,
nesse vai e vem de desejos e emoções,
iludidos pelo grande holograma.

Sim,
a verdade é simples e completa,
está no grão como na flor,
no fruto e nas pedras,
nos animais e no homem,
no céu e na terra,
por onde quer que seu corpo vagueie,
sua mente viaje...,
quando desperto na luz,
o tempo e espaço,
as distancias e discrepâncias,
são apenas um grande e belo cenário,
um drama para os grandes atores e atrizes,
que ao terminarem a peça divina,
voltam com amor a sua Casa Celestial.

Om

Namastê,
Terry
Comments