Voltando para casa

O vento cobriu meu corpo de brisa,

perfume doce no ar,

cheiro de mel colhido nas flores da primavera,

meu corpo imóvel sobre terra batida.

Medito fora do corpo,

viajo até os pés da montanha sagrada,

aquela que outrora curvava-se sob verdejantes planícies,

hoje coberta de algodão branco,

formado por infinitas gotas de orvalho.

Sim, como é bom estar aqui novamente,

onde aprendi os ensinamentos dos sábios,

aquele velho índio com pena dourada,

tocando tambor e cantando para mãe natureza,

a águia no céu olhando a paisagem,

que aos poucos revela o sol no  horizonte sem fim.

Como é profunda a paz do yogue,

que sabe ouvir o som do verbo,

escorrendo pelo rio da vida,

a luz que forma sua própria divindade,

sim como é bom ser tudo que já fui,

desde aquele pequeno no planeta de cristal,

até aquele grande multi colorido espectro de luz,

do mais pobre e feliz dos humanos,

ao mais rico e justo servo dos anjos,

um anjo ou uma fada quem sabe,

parte da natureza ou parte do Omniverso,

pelos rios do prana e margens da vida,

nEle deixo pegadas de luz,

paz e harmonia sob o manto do amor.

Por Ele abandono meus desejos e emoções,

saio dos corpos sejam quais forem,

entro nos corpos sejam quais forem,

não importa,

nada importa,

apenas sentir esse grande amor n Ele,

estar absorto nEle,

como a própria vida fez presente,

um grande presente no agora,

a repleta e absoluta luz,

o puro som...

Om Om Om

Namastê,
Terry
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