Animal como alimento do Ser Humano

Por Ursula Jahara
Nov/2009

Um papo descontraído entre amigos foi desenrolando de uma forma bem interessante. O tema principal: animal como alimento do Ser Humano.

O caminho que venho traçando é por escolha e consciência, e não por dogmas, religião. Acho que quando nos conectamos assim é que encontramos nossa verdade. Quando fazemos algo porque alguém disse que assim tem que ser, essa verdade deixa de ser NOSSA verdade interna, e se torna um segmento mental robotizado (mais ou menos o que fizeram com a gente com tanta publicidade pró-carne - leia-se 'pró-matança de animais).

Encontre dentro de você o que faz (fará) você deixar de ingerir um animal como um alimento, e você pode ter certeza de que razões diversas - visuais, auditivas, instintivas, etc - você irá encontrar.

Não rotulo, pois cada caso um caso. Dentro dessa cidade grande onde vivo e desse país tão tropical (e mesmo assim com localidades onde vegetais e frutas chegam precariamente), eu - sim - tenho escolhas de não me alimentar de animais, e claro, faço feliz e sabendo que contribuo para uma paz terrena - interna e externa; porém tenho plena consciência de que em certas localidades desse planeta, ou dependendo da ocasião, da fome, do instinto, X animal passa a ser um meio de sobrevivência. E como posso eu julgar tal atitude?! Um meio de sobrevivência enxergo como uma ação diferente e não se contradiz, porém nesse mundo cruel onde hoje vivemos, o que acontece é a enorme quantidade (leia-se 'milhares') de X animais mortos diariamente como alimento - animais esses que muitas vezes permanecem enjaulados e tratados como meros instrumentos de consumo - para alimentar milhões de pessoas ao redor do mundo. Isso sim é muito questionável, e agradeço diariamente por não fazer parte dessa loucura mundana! 



Pense com você, para você - um pedaço de 'carne', um pedaço de animal que você compra no mercado, de seu bairro, em sua cidade, em seu país, encontra-se em todos os mercados de bairros, cidades e países desse mundo.  Agora, apenas imagine e visualize a quantidade de animais mortos diariamente para que sejam, então, distribuidos nesses mercados desses bairros, cidades, países.  Quando vizualizamos isso, entendemos que alguma coisa de muito errado, cruel, está estampada nesse 'filmezinho' que vai passando em nossas cabeças. Me questiono diariamente: 'Por que não ficamos sensibilizados e aterrorizados com esse massacre diario, e por que ainda colaboramos com ele comprando pedaços, 'restos' desse massacre?  Essa é uma questão que não quer calar. 

Há alguns dias, recebi um email - diversas vezes vindo de diversos amigos -mostrando indignação com o massacre de baleias ocorrido nas Ilhas Faroé, Dinamarca.  Esse massacre mostra muito pouco em relação ao que ocorre diariamente nos bastidores dos matadouros, porém esses mesmos amigos (que amo muito) que se sensibilizaram com tais imagens, esquecem de se sensibilizar com os outros animais que são ingeridos por eles próprios no dia-a-dia.  Para mim, uma imagem não se difere da outra - o massacre é visível.

Repensar nossas atitudes é necessário nesse mundo caótico - muitas vezes - em que habitamos. Olhamos ao redor, vemos muita beleza, mas na maioria dos lugares onde pisamos, destruição - pois se sabemos construir muralhas de concreto, sabemos também destruir a natureza uma vez existente.

A hora é agora de reativar nossa sensibilidade e reconectar com a mãe natureza. Vamos nos reconectar a ela, respeitando-a primeiramente.

Pois sim, tudo é uma questão de consciência, tudo é uma questão de escolha!

Junte-se a nossa família!

Um brinde a VIDA!


fonte: http://misturaviva.blogspot.com/search/label/ursula%20jahara
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