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União Nacional de Kung Fu - Ribeirão Preto



Venha conhecer a Academia União Nacional de Kung Fu de Ribeirão Preto!

Professor (Sifu): Everton Aparecido Rodrigues
Contato: (16) 3441.8441
Facebook: Everton Aparecido Rodrigues
Endereço: Av. Prof. João Fiusa, 73 - Ribeirão Preto - SP

Estilos ensinados:

Wing Tsun
Shaolin Norte
Sanda (Boxe Chinês)

Horários das aulas:




Sobre os estilos

Wing Tsun - História

A lenda do estilo Wing Tsun

Wing TchunA arte de defesa pessoal do Wing Tsun Kuen Kung Fu, provavelmente teve sua origem cerca de 250 anos atrás, na turbulenta e repressiva dinastia Qing (Ching), na China. Naquela época, 90% dos chineses (os Hans) eram dominados pelos manchús (10% da população) que ditavam as regras com muitas injustiças. O Kung Fu era proibido para o povo em geral, mas mantinha-se vivo e cada vez mais forte, para a ira do governo manchú.

A lenda conta que havia uma monja de nome N´g Mui (pronuncía-se " HM MUI") que era especialista no estilo Weng Chun Bak Hok Pai (estilo da garça branca do templo Weng Chun - `eterna primavera`), que era um sistema de Kung Fu de Fukien bastante simples, flexível e prático.

Assim como Gee Sin, um monge budista e grande especialista no Kung Fu rígido do sul de Fukien, a monja era também membro de alto escalão da sociedade secreta Hung Moon.

Devido a problemas políticos, N´g Mui, Gee Sin e alguns outros tiveram que fugir de Fukien para outras localidades. Gee Sin foi para Kwangtung e escondeu-se como cozinheiro em um dos juncos vermelhos, barcos que viajavam por toda a China.

Enquanto isso, N´g Mui refugiou-se entre os distritos de Yunnan e Szechwan fixando-se no templo da garça branca (Bak Hok Koon) no monte Tai Leung, que naquele tempo era denominado também de Monte Chi Há e lá aceitou alguns poucos alunos.

N´g Mui sempre tentou melhorar suas técnicas  de luta e devido a isto era uma das maiores especialistas de seu tempo. Em certa ocasião observou algumas artes marciais locais estranhas para ela e trocou algumas técnicas através de alguns combates, o que fez surgir nela novas idéias e passou a  reformar seu próprio estilo, conceitos e técnicas.

Yim Wing Tsun

Wing TchunMais tarde começou a ensinar uma jovem de nome Yim Wing Tchun estes novos conceitos de combate e defesa pessoal.

Yim Wing Tsun (também escrito: Yim Wing Chun, Yim Ving Tsun ou Yim Wing Tchun) era a única filha de Yim Yee que havia praticado um pouco de Kung Fu do sul e ele também era com certeza membro da sociedade secreta Hung Moon, e que teria fugido de Kwangtung por problemas políticos.

N´g Mui ensinou secretamente seu estilo para Yim Wing Tsun, que por sua vez o ensinou mais tarde ao seu marido Leung Bok Chau, que era nativo de Cantão que era mercador que trazia sal de Fukien para Yunnan. Sal era muito raro e caro nos distritos montanhosos.

Anos mais tarde quando Leung Bok Chau ensinou seu estilo para Leung Lan Kwai, este teria perguntado o nome daquele estilo (que até então não possuía nome). Em homenagem à sua esposa Leung Bok Chau disse que o estilo se chamava: Wing Tsun Kuen - o estilo de Wing Tsun. 

Yim Wing Tsun morreu cedo e Leung Bok Chau tornou-se um heremita budista em seus últimos anos de vida.

Leung Lan Kwai, seu herdeiro no estilo, ensinou o sistema para Law Marn Kung de Kwangsi, uma província do leste de Yunnan, e mais tarde também ensinou para seu aluno mais famoso, Wong Wah Bo, que era ator de ópera chinesa, em um dos juncos vermelhos, em Kwangtung.

Leung Yee Tei, um aluno do monge Gee Sin, era expert na técnica do bastão longo e adora Wing Tsun.  Wong Wah Bo, discípulo de Leung Lan Kwai, por sua vez desejava muito aprender a magnífica técnica de bastão de Leung Yee Tei. Passaram a praticar juntos e a fazer um intercâmbio de técnicas.

Após longo tempo de prática, modificaram algumas técnicas para adaptá-las melhor ao Wing Tsun e criaram novas outras, e foi a partir desta época que o currículo do WT possui as técnicas do bastão longo (Look Dim Boom Kwan).

Dr. Leung Jan , o rei do Kung Fu Wing Tsun

Dr. Leung JanEstes conhecimentos foram então passados para o Dr. Leung Jan, um famoso médico de Fatsan.

Dr. Leung Jan atingiu um nível técnico tão elevado, que recebeu o título de rei do Kung Fu Wing Tsun, tendo sido desafiado incontáveis vezes e jamais foi vencido.

Depois, o dr. Leung Jan ensino Chan Wah Sun (além de seus 2 filhos e outros discípulos). Por sua vez, Chan Wah Sun foi mestre de Yip Man, considerado um dos mais respeitados mestres de todos os tempos e que foi professor do lendário Bruce Lee.

Anos mais tarde, Yip Man aperfeiçôo-se com Leung Bik, filho mais jovem de Leung Jan.

Devemos a divulgação e o sucesso do Wing Tsun (Wing Chun, Wing Tchun, Ving Tsun) em nível mundial graças aos ensinamentos transmitidos por Yip Man e aos professores que ele ensinou.

Nós aprendemos o Wing Tsun que foi passado até nós pelos mestres,  através das gerações. Há um ditado chinês que diz: O homem sempre deveria ser grato à fonte quando bebe água.

Devemos sempre relembrar e apreciar nossas raízes e repartir este sentimento, que irá manter os membros de nossa família WT unidos.

Grão-mestre Yip Man  teve centenas de alunos que divulgaram o sistema pelo mundo todo, fazendo-o respeitado como um dos melhores sistemas de Kung Fu e defesa pessoal do mundo.


Wing Tsun - Genealogia

Wing Tchun - Árvore Genealógica



Shaolin do Norte - História

Shaolin do NorteAo norte da China, entre cinco cordilheiras, está localizada a província de Honan. Responsável por um grande desenvolvimento das artes marciais e espirituais, como relata a própria história. Como citam alguns escritores, as cordilheiras eram tão altas que pareciam guardiãs do céu.  Por ser um local geograficamente privilegiado e tratando-se de um ponto importante nos estratgagemas militares, a província de Honan serviu como berço e moradia para muitos imperadores que se instalaram na cidade de Luo Yan.

Segundo a história, um imperador com tendencias religiosas, determinou que se construísse um templo de formação budista próximo a cidade de Luo Yan, em uma pequena floresta no Monte Son. Com o passar dos anos e devido à necessidade física debilitada dos monges, foi necessária a implantação de exercícios que foram o princípio das artes marciais de Shaolin.

O templo ocupava uma região muito grande. Eram completamente auto-suficientes e só podiam viver na região monges e noviços.

Com a evolução das artes marciais, Shaolin alcançou uma posição de destaque. Todavia o Wushu Shaolin era ensinado apenas aos monges e noviços do mosteiro, até que o abade superior "Chiu Jin" , resolveu abrir as portas do templo Shaolin e ensinar esta valiosa arte marcial à pessoas que não eram integrantes do templo.

Desta forma, pessoas menos privilegiadas puderam aprender, ocasionando uma grande revolução no caminho das artes marciais.

Os mestres

Sendo de linhagem direta do templo Shaolin, nosso estilo passa por mestres  extremamente  habilidosos como   Ku Yu  Cheong, famoso pela   técnica da palma de ferro, que   foi convidado a representar  a  Academia Central   em  Cantão, juntamente com outros mestres de renome. Mais tarde ao abrir sua escola , denominou seu  estilo  de  Shaolin  do Norte  (Bak  Siu  Lan - em  cantonês  ou  Bei Shaolin  -  em mandarim), pois até então o estilo não possuía denominação. 

A explicação é que o estilo reúne somente o melhor das escolas do norte da China, como `As Dez  Rotinas de Shaolin`, Tai Chi Chuan, Pa Kua, Xing I, Tan Tui, Cha Chuan, armas e o Chi Kung 'Pequeno Sino de Ouro'.

Fotos e vídeos: http://www.uniaonacionaldekungfu.com.br/estilo-shaolin-do-norte/historia-shaolin-norte

Sanda (Boxe Chinês) - História

Alerta: este artigo não é uma obra descritiva, contém opiniões pessoais do autor
Colaboração: Mestre Kao Chian Tou

Sandá - Boxe ChinêsSanshou literalmente significa “mãos avulsas” em chinês, que pode ser melhor entendido com o significado extendido de “golpes desferidos com mãos livres e sem roteiro pré-determinado”. 

Hoje é considerada uma modalidade desportiva marcial, com regras definidas, que atualmente é conhecida como Sanda que é uma abreviação de Sanshou Dui Da (mão livres para bater). O torneio, por ser na maioria das vezes realizado sobre um ringue alte, sem cordas, também se chama pelo nome deste, de Leitai.

Certamente a forma primitiva de Sanhou surgiu com as necessidades do ser humano em se defender das caças. Mais tarde os conhecimentos assim acumulados passaram a ser aplicadas também e principalmente contra adversários humanos.

Os registros históricos sobre esta modalidade são bem antigos, embora a chamassem por outros nomes. Segue uma lista de alguns registros mais relevantes ao longo da história da China:

1) “Os Versos”, atribuídos à autoria datada em dinastias Shang (séculos XIV a XI aC) ou Zhou (séculos XI a III aC) mencionam “mãos que combatem animais”, onde mãos tem o significado de “pessoa”.

2) “As Bibliografías Zuo” do Período da Primavera e Outono (770 a 476 aC) cita “combater arremessando o adversário”.

3) No Período da Primavera e Outono e no Período das Nações Combatentes (475 a 221 aC) havia registros de artes marciais populares, com armas ou a mão livre.

4) Autores posteriores fazem referencia a “História da Dinastia Am”, uma obra já extinta, dando pista de que esta possuía seis capítulos sobre “combate a mão livre”.

5) “Edição ‘Jia’ das Varetas com Inscrições Descobertas em Juyan” menciona “combatendo em Shanhou e luta livre”. Estas varetas se datam da dinastia Han (206 aC a 260 AD); aqui se trata de uma das primeiras aparições do termo “Sanshou” num registro de importância. Nesta dinastia, as técnicas de luta com e sem quedas eram consideradas modalidades distintas, no entanto era comum um mesmo lutador as dominar simultaneamente.

6) Nas dinastias Sui (581 a 618) e Tang (618 a 907), muito provavelmente como conseqüência da influencia dos povos nômades do norte e do oeste da China, com os quais a região central da China mantinha contatos freqüentes, a modalidade com quedas se destacou; no entanto a modalidade sem quedas também continuou com vigor. Um fenômeno semelhante havia ocorrido na dinastia Han, e posteriormente voltou a ocorrer nas dinastias Song e Yuan (1297 a 1368).

8) Da dinastía Song (960 a 1297), a obra “Da Luta Livre” menciona que, na dinastía Tang, a luta livre e as técnicas sem quedas eram frequentemente usadas num mesmo torneio. Da mesma dinastía Song, as obras militares “Resumo Principal dos Versos Militares” e “Novo Livro da Eficácia” continham extensa descrição sobre arte marcial popular. Há relatos de que golpes com cotovelo eram permitidos em torneios desta época.

Sandá - Boxe ChinêsPode-se concluir que a forma de combate a mãos livres em arte marcial sempre esteve presente e vinha sendo documentada ao longo da história deste país. Em épocas mais recentes, ela passou por fases diferentes, bastante relacionadas à realidade em que vivia a China, sob governos impotentes diante de invasões estrangeiras; posteriormente, com a globalização, junto com as demais modalidades de Wushu, ganhou forças para se tornar uma modalidade desportiva dentro dos conceitos atuais.

Na segunda metade do século XIX e no início do século XX, várias revoltas populares na China se utilizavam das habilidades marciais, inclusive a mãos livres, que se tornaram uma das principais características aparentes destas revoltas. Nesta fase, o Wushu como um todo adquiriu características místicas.

Com a Revolução de 1911 foi fundada a república, no entanto a China continuava a sofrer das mesmas dificuldades da época do império. No período da república, o Wushu passou a ser associado fortemente ao espírito de patriotismo na China e a sua manifestação prática, o combate, passou a ter um significado especialmente relevante. Várias tentativas de modernização ou inovação foram empreendidas.

Em 1908, a “bravura a mão livre” foi incluída no currículo do Liceu de Educação Física de Chongqing.

Em 1909 foi fundada em Shanghai a ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA JINGWU, por iniciativa privada. Nela se incentivou a incorporação dos conhecimentos modernos sobre o esporte e a padronização e sistematização tanto das formas (rotinas) como dos métodos de treino e extenso material didático foi publicado. Também se incentivou a prática de mais de uma modalidade desportiva por uma mesma pessoa, assim como a utilização de fotografias como ferramenta de arquivo técnico.

Em 1911 foi lançada a versão “Wushu Moderno” (“Xin Wushu”), incorporando vários conhecimentos da educação física militar da época e possuía uma subdivisão chamada de “Quanjiao” (literalmente “socos e chutes”) em que se permitiam ataques com cotovelo e joelho. No entanto esta versão não durou mais que vinte anos.

Em 1928, a Academia Central de Guoshu da China promoveu a Primeira Prova Nacional de Guoshu, incluindo o torneio de “Quanjiao Leitai” (“chutes e socos no tablado”). Outras provas foram promovidas subsequentemente. Com o desenrolar da guerra de resistência contra a invasão japonesa, esta academia perdeu força, vindo a se fechar às vésperas da Libertação (Revolução de 1949). Os maiores méritos da Academia Central foram as tentativas de enquadrar o Wushu/Kung Fu (inclusive o combate) em moldes modernos, com regras de competição e protetores, promover o desenvolvimento e a difusão do Wushu/Kung Fu através do apelo de patriotismos e a participação maciça dos militares que trouxe muita vitalidade e objetividade à parte aplicada. Várias academias oficiais também foram fundadas nos anos de 1930 e 1940 nas províncias, tendo algumas delas desempenhado papel de importância na história do Wushu, sempre com ênfase em combate.

Após a Revolução de 1949, o regime nacionalista da China se refugiou na a província insular de Taiwan, onde, como tradição herdada da Academia Central e suas filiadas, a aplicação prática do Wushu sempre foi muito valorizada. Em 1956 se realizou o primeiro campeonato da pós-revolução na região sob administração nacionalista e o torneio de combate sempre foi parte principal destes campeonatos que duram até os dias de hoje. No entanto, em função de considerações técnicas e estratégicas adotadas, os regulamentos sempre tiveram preocupações excessivas, e por isso inadequadas de acordo com a opinião de uma boa parcela de pessoas, com a saúde dos atletas, limitando o desenvolvimento pleno desta modalidade.

No Sudeste Asiático, também como influencia da Academia Central da China, de Taiwan e de Hong Kong, houve uma tentativa de se promover a modalidade de combate através de torneios internacionais sob o nome de Leitai. O primeiro evento aconteceu em 1969 e o esforço seguiu ao longo dos anos de 1970. Também o receio de acidentes limitou bastante seu desenvolvimento duradouro. Outros fatores limitaram o sucesso desta iniciativa; eles teriam sido a ausência de apoio e reconhecimento oficiais, custo relativamente alto das despesas de viagens internacionais comparado ao poder aquisitivo da época e o fato do evento ter sido promovido entre países e regiões com uma população total relativamente pequena.

Na parte continental da China, após a Revolução de 1949, se realizou o Primeiro Campeonato Nacional de Wushu em 1953, do qual a prova de sanshou fez parte. No entanto, na segunda metade dos anos de 1950, em consequência de um acidente mortal num torneio de boxe, se decidiu que os torneios das modalidades de contato fossem suspensos temporariamente. Logo a seguir esta região da China se envolveu em conturbações políticas que duraram até 1976 e as atividades desportivas praticamente foram paralisadas. Em 1978, o Comitê Desportivo Nacional da China decidiu retomar as atividades de sanshou e, no ano seguinte, três entidades de ensino superior reiniciaram os trabalhos de pesquisa e ensino de sanshou. Em 1979 houve um campeonato com caráter de demonstração. Em 1981 se iniciou o trabalho de elaboração do regulamento de Sanshou, cuja primeira versão foi adotada oficialmente em 1983. Em 1985 se realizou o Primeiro Campeonato de Sanshou da Polícia Militar da China, que se desdobrou em eventos anuais. Em 1987 Sanshou se tornou modalidade reconhecido pelo Comitê Desportivo da China.

SandáFora da China, principalmente nos países do Ocidente e do Sudeste Asiático e desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o Wushu sempre esteve presente como esporte amador, tendo sido introduzido pelos imigrantes de origem chinesa. A aplicação prática, neste caso, permaneceu dentro dos conceitos populares da época em que seus introdutores saíram da China e era fortemente influenciada pelo regionalismo que predominava em cada caso. Estes conceitos não necessariamente eram objetivos ou científicos e vieram a sofrer mudanças mais significativas somente no fim da década de 1980 quando a China retomou a iniciativa de promover o Wushu a nível internacional; mesmo assim a mudança não foi genérica.

Em 1988, se realizou o Primeiro Festival de Wushu da China e o Terceiro Campeonato Internacional Invitacional de Wushu em Hangzhou, China, durante o qual a prova de Sanshou contou com a participação de atletas provenientes de 15 países. Em 1989 realizou-se o Primeiro Campeonato Nacional de Sanshou na China. Em 1991 Sanshou foi modalidade de demonstração no primeiro Campeonato Internacional de Wushu em Beijing e, em 1993, a prova de Sanshou passou a ser modalidade oficial no Segundo Campeonato Internacional de Wushu, em Kuala Lumpur. A primeira Copa Mundial de Sanshou se realizou em 2002, em Shanghai. Desde 2001 a China realiza rodadas anuais de Kung Fu Super King, um evento profissionalizante, no qual muitos atletas estrangeiros de outras artes marciais lutam sob convite.

Na primeira metade do século XX, vários praticantes de Wushu se destacaram como exímios lutadores, entre eles: Wang Ziping, Gu Ruzhang, Zhu Guozheng e Wan Laisheng, a maioria deles era vinculada à Academia Central da China. Da geração seguinte, alunos das academias oficiais tiveram o maior destaque. Desde o fim dos anos 70, várias gerações de atletas chineses e de outros países contribuíram com suas participações em respectivas épocas. Dos melhores lutadores chineses estão os seguintes nomes: Tong Qinghui (segunda metade dos anos 70 até meado dos anos 80), Zhuang Hai (ao longo dos anos 80), Chen Chao (anos 90) e vários de uma safra recente: Geri Letu, Li Jie, Zhao Zilong, Xue Fengqiang, Qiao Xiaojun, Baoligao e Liu Hailong. Atualmente Liu Hailong é considerado o melhor do mundo. Do Brasil devemos salientar os seguintes nomes: James Ayres (primeiro campeão mundial brasileiro/1991), Luiz Carlos Peçanha (vice-campeão mundial/1991) e Eduardo Fujihira (único detentor de títulos de campeão mundial de Wushu e de Kuoshu). O maior título mundial de Sanshou é o World Kung Fu King de peso pesado, que foi disputado em dezembro de 2.003 entre o chinês Li Hailong e o brasileiro Eduardo Fujihira em Beijing. Atualmente os países com melhor nível de Sanda são China, Rússia, Vietnã, Irã, Egito e Brasil.

Ao combate de Wushu sempre se atribuíam quatro tipos de ataque, a saber: socar, chutar, projetar e imobilizar. Apesar de ênfase mais ou menos acentuada de parte delas em períodos diferentes e da formação de uma modalidade separada somente de quedas, estas técnicas permanecem como a essência de Sanshou, complementadas por esquivas e pelo resultado de treinos para o aumento de fôlego e resistência a golpes. Atualmente a imobilização não é permitida na maioria das versões de torneio de Sanshou. Além das técnicas, há ingredientes considerados primordiais: velocidade, precisão e potência.

Desde a retomada das iniciativas referentes à Sanshou na China, nas décadas de 1970 e 1980, muita gente, em nome da tradição, criticava o Sanshou da época, considerando o mesmo como sendo mistura de boxe com chutes e eventualmente com outras artes marciais orientais. Isso não poderia ter fundamento, pois o conhecimento da China sobre o boxe e outras artes marciais era tão limitado que não permitia uma influencia tão significativa destas. A questão era que a objetividade necessária para uma modalidade de contato dentro dos moldes contemporâneos exigiu naturalmente que os golpes mais rebuscados, entendidos erroneamente por alguns como sendo os únicos representativos da tradição, cedessem lugar a golpes mais diretos e simples, dando a impressão, aos olhos leigos, de semelhança com boxe ou outras artes marciais. Esta tese foi reforçada pelo fato de muitos atletas procurarem se especializar, num período relativamente curto, em alguns pouco golpes mais simples e eficientes. Entretanto, pessoas que possuem certo conhecimento são capazes de distinguir facilmente as diferenças entre o Sanshou e as demais artes marciais. Hoje há um esforço grande para recuperar as características mais marcantes do Wushu tradicional em Sanshou, conferindo pontuação mais elevada a golpes e técnicas mais típicos.

Desde cedo se discutiu muito a adoção ou não de protetores e o tipo a ser adotado. Na Primeira Prova Nacional, não se usava protetores no torneio de “Leitai”, no entanto na Segunda Prova Nacional os protetores já haviam sido adotados. Os eventos promovidos em Taiwan e no Sudeste Asiático usavam e usam uma grande variedade de protetores, inclusive o capacete com grades que protegem o rosto. O maior destaque dos protetores usados em Taiwan é a luva com dedos expostos, que permite agarrar e facilita a imobilização, no entanto a prática demonstra que o dinamismo dos torneios raramente propicia as técnicas de imobilização, enquanto em outras versões as luvas inteiras nunca trouxeram dificuldade para agarrar, dentro das necessidades do torneio. O capacete com grades tem sido de grande utilidade na fase inicial, mas atualmente tornou-se redundante. Nas versões de torneios em que se usam o capacete aberto ou mesmo quando se aboliu o capacete, raramente ocorre um caso de ferimento mais grave no rosto ou na cabeça em conseqüência do tipo do protetor ou da ausência deste; as técnicas se evoluíram de tal maneira que os atletas se protegem muito bem. Pode-se afirmar que a versão mais difundida de Sanshou, em vários aspectos (organizacional, técnica, de regulamento, participação e difusão etc.) é a da International Wushu Federation-IWUF e da Copa Mundial de Sanshou, no campo amador, enquanto a versão adotada pelo Kung Fu Super King na China, um evento profissionalizante, é a mais evoluída. A primeira usa ringue aberto, capacete aberto, colete, luvas inteiras, protetor de dentes, coquilha e caneleiras. A segunda usa ringue cercado, luvas inteiras, coquilha e protetor de dentes. Um estudo para adotar luvas com dedos expostos e permitir técnicas de imobilização está em andamento para ambas as versões. Acredita-se que, dentro do que é permito pelo esporte amador, e principalmente no futuro pelos regulamentos dos Jogos Olímpicos, as tendências do Kung Fu Super King devem orientar a evolução das regras e protetores a serem adotados pela IWUF (International Wushu Federation).

Com o esforço contínuo para aperfeiçoamento empenhado pela corrente principal liderada pela IWUF e suas filiadas, com a interação cada vez maior do Sanshou com outras modalidades de contato e com a inclusão de conhecimentos modernos de ciências tais como biomecânica, medicina desportiva e administração, o Sanshou busca um caminho de evolução saudável e duradouro que o transforme numa combinação racional de arte milenar chinesa e modalidade desportiva moderna. Este esforço só terá sucesso se audácia, criatividade, bom senso, respeito à tradição, senso de responsabilidade e conhecimento acadêmico desempenharem seu devido papel.


fonte dos artigos acima: http://www.uniaonacionaldekungfu.com.br/
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