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Meditação Vipassana


Vipassana, que significa ver as coisas como realmente são, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Foi redescoberta por Buddha Gautama há mais de 2500 anos e ensinada por ele como um remédio universal para males universais, ou seja, uma arte de viver.

Essa técnica não sectária visa a total erradicação das impurezas mentais e a resultante suprema felicidade da liberação completa. A cura, não a mera cura de doenças, mas a cura essencial do sofrimento humano, é o seu propósito.

Vipassana é um caminho de autotransformação que utiliza a auto-observação. Foca a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.

As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.

fonte: http://www.dhamma.org/pt/vipassana.shtml


O desenvolvimento da concentração e de vários graus de introspecção é o objetivo básico da meditação budista. Antes de abordar a técnica, devemos refletir à respeito da prática da meditação: Como começar? Como funciona? Por que é necessária a sua prática?

Com o propósito de conscientizar a importância da meditação, o iniciante deve freqüentar um curso intensivo, com aproveitamento satisfatório, a fim de ganhar suficiente experiência e conhecimento através da prática da introspecção.

O iniciante passará por vários estágios de introspecção, de acordo com os exercícios que vão ser praticados juntamente com a meditação Vipassana, em sua exposição tradicional.
Vazada em termos práticos, a meditação Vipassana explica como a experiência é obtida e como o autoconhecimento pode ser alcançado durante o curso, no qual é usada uma linguagem simples, para facilitar a compreensão daqueles que possuem pouco ou nenhum conhecimento à respeito.

No estágio preparatório, aquele que pretende desenvolver a meditação e atingir o autoconhecimento (Vipassana ñanna) na presente vida deverá, em primeiro lugar, renunciar a pensamentos e ações mundanas , durante o tempo que durar o treinamento.

Deverão ser observadas rigorosamente as regras disciplinares (Sila), prescritas para discípulos, leigos ou monges. Esse comportamento com relação à purificação do caráter, é um passo preliminar essencial para o desenvolvimento da meditação, e ocupa um lugar de destaque entre as medidas que visam a atingir o autoconhecimento.

O praticante, em troca, sentirá plena confiança de que o esforço em conservar-se puro, em conduta e pensamento, o conduzirá ao seu objetivo principal. Nos comentários, durante um curso, é enfatizada a necessidade do praticante entregar-se a Buddha, com plena confiança, a fim de que não se sinta alarmado ou amedrontado, com alguma visão durante a contemplação. É também importante que o praticante se coloque à disposição de seu instrutor de meditação, esforçando-se em cumprir as instruções que receber da melhor maneira possível.

Nibbana é a Bem-aventurança, e o Caminho a ser trilhado para alcançá-lo é bom e meritório. Este curso intensivo de treinamento em contemplação conduzirá, certamente, os seguidores ao autoconhecimento na Senda e ao Nibbana. Os praticantes devem, conseqüentemente, manter a mente voltada para este objetivo, confiando ardentemente em que seu treinamento será bem sucedido.

O mesmo método de treinamento intensivo em concentração tem sido praticado, ao longo dos tempos, por sucessivos Buddhas e Seres Nobres que atingiram o Nibbana. Os participantes devem, portanto, sentir-se venturosos por esta oportunidade de trilhar a mesma senda que aqueles que se iluminaram, e realizar a prática por eles desenvolvida.

Com esses pensamentos encorajadores, o praticante deve começar o treinamento devotando-se, em primeiro lugar, ao Buddha, apreciando ardorosamente as Suas nove principais qualidades: "Verdadeiramente o Buddha é Santo, Perfeitamente Iluminado, Perfeito em Conhecimento e Conduta, Sublime, Conhecedor de Mundos, Incomparável Instrutor de homens a serem dirigidos, Mestre de homens e deuses , o Iluminado e o Abençoado".
A prática do Amor Universal, a ser desenvolvida no curso, deve estender-se a todos os seres, refletindo sobre a natureza do corpo e a condição de estarmos sempre sujeitos à insatisfatoriedade.

Para começar os exercícios de treinamento, a melhor postura é a sentada, com as pernas cruzadas. O praticante sentir-se-á mais confortável se permanecer assim, por um longo tempo, sem pressionar muito uma pema contra a outra. O lótus completo ou o meio-lótus são as posturas mais recomendadas para aqueles capazes de fazê-las. Por sua própria natureza, o corpo é desconfortável em qualquer posição, e essas posturas são boas quando a elas se acostuma.

Por isto, o iniciante deve treinar o domínio de uma determinada postura, de modo a manter a coluna vertebral na posição vertical, sem esforço. Algumas pessoas, entretanto, não estão acostumadas a sentar no chão, constituindo essas posturas de lótus um estorvo para a concentração. Nesse caso, podem sentar-se da maneira usual, lembrando que o importante é manter a coluna ereta, sem tensão. Estabelecido em posição confortável, o praticante pode então prosseguir com os exercícios, em concentração, conforme resumo a seguir:
A atenção deve ser dirigida para o abdômen, para se conscientizar dos movimentos "acima" e "abaixo" provocados pela respiração. Se esses movimentos não estiverem claros, uma ou ambas as mãos devem ser colocadas sobre o abdômen. Após algum tempo, o movimento "para cima" e "para baixo", devido à inspiração e expiração se tomarão claros. Deve-se então emitir um "rótulo" mental - "acima" ou "abaixo" para os correspondentes movimentos abdominais, no momento exato que ocorrem. Todo esforço deve ser feito para se conscientizar claramente cada movimento e de como ele ocorre.

Talvez o iniciante possa pensar que esse tipo de prática conduza simplesmente à atenção sobre os movimentos abdominais. Não se deve dar guarida a tais pensamentos, e prosseguir com a prática, pois a respiração serve como nosso ponto de referência sempre que nos perdemos nos pensamentos, pois ela está sempre lá, trazendo-nos para o momento do aqui e agora. A habilidade de conhecer a ocorrência dos fenômenos psicofísicos (nama-rupa) em cada um dos seis órgãos dos sentidos, só será adquirida quando a concentração estiver plenamente desenvolvida. Naqueles em que a atenção e concentração ainda estão fracas , dificilmente se conseguirá manter a mente em cada ocorrência, à medida que acontecem.
Para o iniciante, porém, este é o único método fácil de desenvolver as faculdades de Plena Atenção (Samadhi) e Introspecção (Ñapa) na contemplação.

A técnica fundamental para a introspecção é ver, com clareza, a consciência do corpo (rupa), desenvolver o estado de alerta, atento às respostas, interpretações e atos mentais (intenções).
A Concentração Correta é necessária para compreender as distrações e divagações da mente. A compreensão dessa verdade leva à cessação de todo o sofrimento.


Ninguém medita sem sabedoria
Ninguém é sábio sem meditação



*Obs particular (Terry): Assim como a prática de Vipassana, a prática correta e fundamentada de Tai Chi Chuan ou o método tradicional de Yoga (Kriya Yoga, Hatha Yoga Tradicional...), seguida a risca com um bom professor, conduz ao agora e a plena atenção se praticados corretamente, portanto recomendo a prática como forma de meditação em movimento, fora os demais benefícios da técnica.
Saiba mais aqui: Tai Chi Chuan - Chi Kung.

(Originalmente publicado pela Sociedade Budista do Brasil)

fonte: http://www.dharmanet.com.br/bhavana/vipassana.htm

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