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Simbolismo e propriedades fisico-quimicas da semente de Rudraksha

*Simbolismo e propriedades fisico-quimicas da semente de Rudraksha*


Na cultura do Yoga a presenca da semente de Rudraksha e muito comum em
colares, pulseiras, altares ou objetos decorativos de seus praticantes e
aprofundar seu signifcado e conhecimento pode fortalecer a consciencia,
correta utilizacao e beneficios dessa semente.

*Segundo a enciclopedia Wikipededia, Rudraksha* é uma arvore alta que é
natural desde as planícies do rio Ganges, na India, ate o Himalaia, e
ocorrendo em certas áreas centrais do Nepal; mas ela também é cultivada em
outras regiões do mundo. 



*Propriedades eletromagneticas ideais para concetracao e foco*

O Rudra Centre (http://www.rudraksha-ratna.com ) coordenou um estudo
combinado para a investigacao biomedica das implicacoes do Rushraksha com os
departamentos de Bioquimica, Engenharia Eletrica, Psiquiatria, Medicina
Gerak e Psicologia revelando:

1) Efeito tranquilizante propicio para desenvolver profundo foco e
concentracao causado pela redução da pressão arterial estimulada por uma
bactéria suspensa no estado seco na semente mas que volta a se reproduzir ao
se umedecer no contato com a pele. No processo de reproducao a bactéria
emana impulsos eletro-magneticos e substâncias na pele que induzem ao estado
tranquilizante. 


*Simbolismo*

O nome *rudraksha*, em sanscrito, é um termo composto (*rudra* (रुद्रः) = *deus
dos trovões* + *āk**ṣ**a* = *olho*) que é dado tanto a esta árvore como
também a seus pequenos frutos e sementes

A *rudraksha* faz parte íntegra do hinduismo, um dos sistemas religiosos com
o histórico mais antigo do mundo, onde há muito vem sendo associada à figura
mitológica do Senhor Shiva.
Uma das historias conta que Shiva ficou em meditacao por 1000 anos com os
olhos semi serrados ate que seus olhos finalmente cederam e a primeira
lagrima que caiu de seus olhos no terreno tornou-se uma Rudraksha. 


Shiva e Parvati - o Casal Cósmico

Na filosofia hindu, como em quase todas as grandes tradições
filosófico-religiosas, o Deus Uno Imanente desdobra-se numa trindade: a
Trimûrti. No período pré-védico encontramos uma primeira trindade - Nara,
Nârî e Virâj - que é oculta ou não manifestada, uma abstracção pura.

Procedendo desta, encontramos outra trindade – Agni, Vâyu e Sûrya - que é
activa e é revelada como resultado da criação. A Trimûrti , que compreende
Brahmâ, "o Criador", Vishnu, "o Conservador", e Shiva, "o Destruidor e
Regenerador", pertence a um período posterior, sendo uma adaptação das duas
primeiras, cristalizada na forma de dogmas humanos. Estes três Deuses
encarnam três forças fundamentais, designadas como os gunas: Rajas, Sattva,
Tamas. "Sattva é o guna - a qualidade - de Vishnu, a força de coesão
interna, a luz da consciência. Tamas é o guna de Shiva, a força de
dispersão, de desintegração, a obscuridade da qual o Universo jorra e na
qual se funde. Sattva e Tamas permaneceriam para sempre na sua inércia
respectiva, se Rajas, a força dinâmica, não surgisse da tensão criada entre
eles, a fim de desencadear o processo activo da criação, a obra de Brahmâ.
Sem a energia Rajas, não haveria senão o estado de sono profundo, de sono
sem sonhos, no qual Shiva permanece, imerso na existência pura" .

Na mitologia hindu, Shiva, cujo nome significa "o Benéfico", ocupa um lugar
de destaque, assumindo-se como um Deus de primeira ordem. Está associado às
qualidades de Vontade e de Poder, ao 1º Aspecto (1º Logos); encontra-se na
origem da criação, quando tudo é ainda germe invisível, e está igualmente no
termo da desintegração, quando tudo regressa ao Não-Manifestado.

Shiva e a sua consorte, Parvati, representam a dualidade do Universo
Manifestado: Espírito e Matéria, Purusha e Prakriti . A tradição conta que:

O Cosmos girava à volta do Monte Mandara e no seu pico encontrava-se Shiva,
em serena meditação, desligado do mundo, transcendendo samsara .

Brahmâ, o Deus Criador, dirigiu-se a Vishnu, o Salvador Cósmico, e
perguntou: "Se todas as criaturas sobre a terra renunciarem ao mundo, como
Shiva, o Universo cessará de existir. O que poderá ser feito para o evitar?"

Vishnu respondeu: "Temos de lhe arranjar uma mulher que o traga de volta ao
mundo. Para que a sociedade sobreviva, mokska - a libertação espiritual,
deverá ser complementada com o cumprimento do dharma, o dever material. A
senda da renúncia, o yoga, deverá ser balançado como envolvimento na
existência, bhoga. Juntos, Shiva e a sua consorte, irão gerar o
caminho-do-meio, aquele entre a participação e a renúncia." Brahmâ
concordou.

De repente, o antagonismo entre Brahmâ e Shiva tornou-se claro para os
deuses - Brahmâ era rajásico, activo e energético, ao passo que Shiva era
tamásico, "passivo" e "inerte". O que Brahmâ criava, Shiva destruía; o que
Shiva destruía, Brahmâ recriava. Ambos justificavam a existência um do
outro. Entre Shiva e Brahmâ encontrava-se Vishnu – totalmente sáttvico,
tentando constantemente criar um balanço entre o Criador e o Destruidor.

"Mas onde iremos encontrar uma mulher que se equipare a Shiva em espírito e
força?!", exclamou Brahmâ.

"Eu já encontrei uma - a própria Deusa-Mãe", respondeu Vishnu.

"Sim, sim. Quem melhor do que ela, a personificação de prakriti?! Mas irá
ela aceitar?"

"Ela já aceitou… olha, já encarnou como Sati, a filha mais nova de Daksha."

"Como posso eu casar com ela se eu renunciei ao mundo?!", gritou Shiva
quando Vishnu fez a sugestão. Mas ele não foi capaz de ignorar a intensidade
do amor de Sati.

"Porque queres tu casar comigo?", perguntou Shiva a Sati.
"Porque eu estou incompleta sem ti e tu estás incompleto sem mim."
"Mas eu não tenho nada para te oferecer."
"Eu não peço nada a não ser tu."

A determinação de Sati impressionou Shiva, que a aceitou como sua consorte.
Brahmâ e Vishnu rejubilaram.

Daksha, o pai de Sati, o guardião da civilização, não gostava de Shiva, pois
este era um eremita que não vivia de acordo com as leis da civilização. Um
dia, Daksha tomou a iniciativa de realizar um prodigioso sacrifício, para o
qual seria convidada toda a criação, excepto Shiva e Sati. Apesar de Shiva
ter tentado demover Sati, esta foi na mesma até casa do pai. Quando lá
chegou, junto do fogo sagrado estavam sábios, deuses, deusas, mas ninguém se
levantou para a cumprimentar; até o seu pai não se mostrou particularmente
feliz por vê-la. De repente, tudo se tornou claro: Sati apercebeu-se que o
sacrifício era um elaborado ritual com o objectivo de denegrir o seu Senhor.
A humilhação foi tão grande que a morte pareceu a melhor alternativa. A
notícia da morte de Sati deixou Shiva destroçado e, então, veio a dor. O
Deus experenciou a angústia da separação e da solidão e isolou-se nas
cavernas geladas dos Himalaias.

A Deusa-Mãe, encarnação de toda a matéria, nunca é estável, está
constantemente num estado de fluxo. A sua morte foi apenas uma
transformação. Sati iria retornar noutra forma. Os Deuses sabiam-no e Shiva
também…

Nos Himalaias havia um rei chamado Hivamam, casado com a rainha Mena, que
tinha uma belíssima filha chamada Parvati ou Uma, filha das montanhas.
Parvati era Sati reencarnada, e estava decidida a reconquistar o seu amado.
E assim foi… Perante o fogo sagrado, Shiva e Parvati procederam ao ritual
que os consagrou marido e mulher e os tornou nas duas partes do Todo. Os
dois completavam-se perfeitamente, existindo entre eles uma perfeita
harmonia. Parvati era a pupila perfeita e Shiva o professor perfeito.
Através das sagradas conversas entre eles, foram revelados os segredos dos
Vedas, o esplendor dos Shastras (5), e o mundo foi enriquecido. O Cosmos
rejubilou.

Com Parvati ao seu lado, Shiva fez uma declaração ao mundo:

"Que se saiba, nenhuma adoração ou sacrifício será aceite pelos deuses
enquanto um homem não tiver a esposa ao seu lado. Aquele que se afasta das
alegrias e das tristezas da vida, em vez de lidar com elas, é um tolo, pois
está a fugir da Verdade. Aquele que é obcecado pelos prazeres e pelas dores
da vida, incapaz de avistar a serenidade por detrás dela, é um tolo, pois
ele também está fugindo da Verdade."

Ambos disseram:

"A Verdade encontra-se na harmonia entre o espírito e a matéria, entre o
corpo, a mente e alma, entre o individual e o social, entre a sociedade e a
natureza, entre Purusha e Prakriti."

Namah Shivaya! 



http://biosofia.net/2002/06/28/shiva-e-parvati-o-casal-cosmico/
http://murilloyoga.multiply.com/journal/item/121/_Simbolismo_e_propri...
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